Quinta-feira, 16/07/26

xAI processa homem por uso do Grok para abuso sexual infantil

xAI processa homem por uso do Grok para abuso sexual infantil
xAI processa homem por uso do Grok para abuso sexual – Reprodução

A xAI pede indenização em valor não especificado e uma ordem judicial para impedir permanentemente que Harwood volte a usar o Grok. No documento, a empresa afirma que as ações do acusado foram “um esquema calculado” para usar a ferramenta “para fins criminosos”, o que, segundo a xAI, expôs vítimas a danos “profundos e duradouros” e trouxe risco legal e reputacional à companhia.

A empresa afirma que aplica punições internas e faz comunicações a autoridades quando identifica suspeitas de crimes envolvendo crianças. No texto do processo, a xAI diz que “aplica suas regras contra infratores por meio de suspensões e encerramentos de contas e ao relatar suspeitas de material de abuso sexual infantil ao Centro Nacional de Crianças Desaparecidas e Exploradas”.

Pressão sobre o Grok e cobrança no Brasil

A ação judicial ocorre em meio a críticas e investigações sobre o uso do Grok para gerar imagens sexualizadas de pessoas reais sem consentimento. A xAI tem sido alvo de escrutínio internacional por denúncias de que a ferramenta permitiu a criação de deepfakes sexualizados não consensuais.

No Brasil, órgãos do governo federal exigiram no início deste ano que o X removesse imagens sexuais geradas com o Grok. A determinação citava conteúdos que “trocavam as roupas das pessoas por peças íntimas” e veio acompanhada de recomendações para interromper a geração de conteúdos sintéticos sexualizados envolvendo crianças, adolescentes e adultos.

As recomendações foram feitas de forma conjunta pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). O governo também indicou a possibilidade de sanções administrativas e medidas judiciais caso as mudanças não fossem implementadas ou se fossem consideradas insuficientes.


T LB

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