As recriações incluem vídeos, entrevistas fictícias, discursos, músicas e cenas inéditas. A palavra “necromancia” remete à comunicação com os mortos para obter revelações e adivinhar o futuro e vem do grego nekrós (cadáver) e manteía (adivinhação).
Uma das formas de uso envolve simulações em que uma pessoa se coloca como responsável por “salvar” famosos que morreram. Em um exemplo compartilhado nas redes, a encenação inclui a recriação de Marília Mendonça e Paulo Gustavo.
Em outro caso, o SBT reuniu Carlos Alberto de Nóbrega e Manoel de Nóbrega no especial de Natal de 2025 de ‘A Praça é Nossa’. A emissora utilizou IA para recriar a imagem e a voz do humorista, que morreu em 1976.
A prática reacendeu discussões sobre exploração comercial da identidade de pessoas que morreram. Um usuário escreveu: “Aparentemente nem na morte as pessoas têm o direito de não serem produtos comerciais mais”.
“Robôs de luto” e o risco de prolongar a perda
Já os chamados “robôs de luto” usam fotos, vídeos, áudios e mensagens para simular aparência, voz e forma de falar de entes queridos que já morreram. A IA pode criar avatares, vídeos, chamadas de voz e conversas em texto como se fossem a pessoa morta.






