Sábado, 18/07/26

China acelera na corrida da IA com estratégia baseada em baixo custo

China acelera na corrida da IA com estratégia baseada em baixo custo
China acelera na corrida da IA com estratégia baseada em – Reprodução

Em seu discurso de abertura, Xi Jinping defendeu a cooperação internacional na área. O presidente chinês afirmou que a IA não deve ser privilégio de um único país e defendeu uma abordagem global centrada no ser humano, além de uma regulação para enfrentar os riscos. Colocar o tema em pauta é um forte sinal enviado pela China, que se tornou indispensável na corrida global pela inovação, a ponto de levantar questionamentos sobre seu peso diante dos gigantes americanos.

Em janeiro de 2025, a startup chinesa DeepSeek lançou um novo modelo de IA de altíssimo desempenho, suficiente para abalar Wall Street e provocar a queda das ações de tecnologia nos Estados Unidos. Em junho de 2026, foi a vez de outro laboratório chinês, a Zhipu, também chamada de Z.ai, apresentar a mais recente versão de seu modelo de IA, o GLM-5.2. O momento escolhido não foi por acaso: ao mesmo tempo, nos Estados Unidos, a OpenAI e sua principal concorrente, a Anthropic, viram a publicação de vários de seus modelos mais avançados ser adiada pelas autoridades.

Além disso, enquanto as duas empresas americanas, criadoras respectivamente do ChatGPT e do Claude, preparam suas ofertas públicas iniciais de ações e buscam a todo custo o apoio financeiro do governo Trump, elas enfrentam um ambiente cada vez mais hostil nos Estados Unidos. O público e os políticos americanos levantam dúvidas sobre a construção de imensos centros de dados e sobre os efeitos da inteligência artificial na cibersegurança e no emprego.

Enquanto os americanos se dividem, os chineses aceleram. Segundo alguns especialistas, os gigantes chineses da IA estariam agora apenas seis meses atrás dos líderes do setor, como OpenAI, Anthropic e Google.

Dois modelos econômicos opostos

Essa diferença diminui justamente no momento em que ocorre uma mudança entre as empresas que adotam a IA. Elas buscam, simplesmente, retorno sobre o investimento. E é aí que os chineses têm uma carta na manga, avalia Michael Aim, fundador da Datamensio, uma plataforma dedicada à transformação empresarial.


T LB

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