Lewis Hamilton viveu momentos de tensão durante o GP da Bélgica de Fórmula 1, disputado neste domingo (20), no circuito de Spa-Francorchamps. Além da punição de cinco segundos recebida por um toque em George Russell, o piloto da Ferrari atropelou um mecânico durante seu pit stop, em um incidente que, apesar do susto, não deixou feridos.
Após a corrida, o britânico explicou que seguiu a sinalização luminosa dos boxes e afirmou que a falha aconteceu por um problema de comunicação da equipe. Mesmo assim, revelou o desespero ao perceber que havia atingido um dos mecânicos.
“A luz verde acendeu e eu parti. A gente fica olhando para lá, e não para cá (o pit lane), então, no fim das contas, a culpa provavelmente é da equipe. Mesmo assim, quando isso aconteceu, eu o vi e parei. Lembrei de quando Kimi (Räikkönen) bateu e quebrou a perna de um mecânico. Meu coração realmente apertou por um segundo. Estou muito grato por ele estar bem”, declarou Hamilton.
O episódio citado pelo heptacampeão aconteceu no GP do Bahrein de 2018. Na ocasião, Kimi Räikkönen, também defendendo a Ferrari, foi liberado dos boxes antes da conclusão do pit stop e acabou atingindo o mecânico Francesco Cigarini, que sofreu uma fratura na perna.
No incidente deste domingo, o mecânico atingido por Hamilton recebeu atendimento imediato e não sofreu lesões graves. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) concluiu que o piloto não teve responsabilidade pelo ocorrido, classificando o caso como uma falha de comunicação da Ferrari. A escuderia, porém, foi multada em 30 mil euros (cerca de R$ 176 mil), sendo 10 mil euros com pagamento suspenso, condicionado à adoção de medidas para evitar novos episódios semelhantes.
Por causa da confusão durante a parada, a Ferrari também não conseguiu realizar o ajuste na asa dianteira solicitado por Hamilton, que terminou a prova na quarta colocação e voltou à vice-liderança do Mundial de Pilotos.








