Terça-feira, 10/03/26

Eua dão fim à paralisação governamental recorde após 43 dias

Após 43 dias de intensas disputas políticas entre republicanos e democratas, os Estados Unidos encerram a mais longa paralisação governamental de sua história. A lei que pôs fim ao impasse foi sancionada na quarta-feira, marcando o fim de um período de incertezas e prejuízos.

A aprovação da lei, que contou com o apoio da maioria republicana na Câmara dos Representantes, foi saudada com alívio. “Hoje enviamos uma mensagem clara de que nunca nos submeteremos a uma extorsão”, declarou o presidente, em pronunciamento na Casa Branca.

A paralisação orçamentária teve um impacto significativo, forçando a demissão temporária de centenas de milhares de funcionários, além de provocar cancelamentos de voos e dificuldades para famílias que dependem de assistência pública.

Apesar do alívio com o fim do “shutdown”, as tensões políticas permanecem. Acusações foram trocadas entre os partidos, com republicanos criticando os democratas por supostamente causarem danos intencionalmente, enquanto democratas reafirmaram a defesa dos direitos dos americanos.

Apesar da maioria apertada dos republicanos no Congresso, a disciplina de voto demonstrada em ambas as câmaras foi crucial para a aprovação da lei. Do lado democrata, divisões internas ficaram evidentes, com alguns legisladores moderados optando por romper fileiras.

O Escritório de Orçamento do Congresso estima que o país perdeu até 14 bilhões de dólares devido ao bloqueio orçamentário. Com o fim da paralisação, cerca de 670 mil funcionários que estavam afastados temporariamente devem retornar ao trabalho, e aqueles que continuaram trabalhando sem salário receberão seus rendimentos retroativamente.

O Senado já havia votado favoravelmente à reabertura do governo, com o apoio de democratas e a oposição de apenas um republicano. No entanto, as tentativas democratas de reabrir o debate sobre os subsídios para a cobertura de saúde foram frustradas.

Republicanos prometeram um debate separado sobre os auxílios para milhões de americanos pagarem seus planos de saúde. O líder da maioria republicana no Senado, e o presidente da Câmara dos Representantes, demonstraram firmeza durante o período de pressão, que incluiu cancelamentos de voos em todo o país devido à falta de controladores aéreos, que ficaram sem salários durante quase dois meses.

O líder da minoria democrata no Senado e o líder da bancada opositora, mantiveram uma posição contrária à reabertura. A controvérsia gira em torno da reforma de saúde aprovada durante a presidência de Barack Obama, que visava introduzir uma cobertura de saúde pública universal.

Durante a pandemia de covid-19, o então presidente Joe Biden estendeu e ampliou uma série de subsídios para ajudar americanos a pagar por essa cobertura. O prazo dos auxílios expira no final do ano, o que pode levar a um aumento nos valores dos planos.

Republicanos argumentam que esses subsídios deveriam ser direcionados apenas aos setores mais desfavorecidos. Durante os debates sobre o “shutdown”, acusaram os democratas de quererem beneficiar imigrantes em situação irregular com os subsídios.

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