Sexta-feira, 24/07/26

Julho Verde reforça sinais de câncer de cabeça e pescoço

Julho Verde reforça sinais de câncer de cabeça e pescoço
Julho Verde reforça sinais de câncer de cabeça e pescoço – Reprodução

A campanha Julho Verde, dedicada à conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço, reforçou no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) a importância de reconhecer precocemente sinais da doença e buscar atendimento médico diante de sintomas persistentes.

Entre os alertas citados por especialistas estão feridas na boca que demoram a cicatrizar, rouquidão persistente, dificuldade para engolir, sangramentos nasais e caroços no pescoço. Segundo a oncologista Katia Regina Marchetti, do HBDF, o câncer de laringe pode chegar a até 80% de chance de cura quando diagnosticado em estágio inicial.

A médica também destaca o tabagismo e o consumo excessivo de álcool como principais fatores de risco, além da relação de alguns tipos de câncer de cabeça e pescoço com a infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), o que torna a vacinação uma medida importante de prevenção.

A ação no hospital foi dividida em dois momentos. O primeiro teve foco no acolhimento de pacientes laringectomizados, com troca de experiências entre quem já passou pela cirurgia e conseguiu se adaptar à nova rotina e aqueles que ainda estão em tratamento. A fonoaudióloga Ana Gabriela Nobre afirma que a proposta é fortalecer uma rede de apoio, já que o isolamento e a solidão podem fazer parte desse processo.

No segundo momento, a programação foi levada às equipes multiprofissionais da unidade, com orientações sobre cuidados, adaptação e assistência aos pacientes submetidos à laringectomia. A iniciativa também incluiu mensagens de superação, música e acolhimento aos internados em tratamento oncológico.

Um dos participantes, Jeziel Almeida, relatou que descobriu o carcinoma após imaginar que enfrentava apenas uma inflamação na garganta. Após passar por uma laringectomia, ele passou a usar uma laringe eletrônica para se comunicar e hoje participa de grupos de apoio a pessoas laringectomizadas.

Jeziel reforça a importância de procurar avaliação profissional nos primeiros sinais de alteração na saúde. Já a oncologista lembra que não existe exame específico para rastreamento dos cânceres de cabeça e pescoço, motivo pelo qual consultas regulares ao dentista e a busca por atendimento em caso de sintomas persistentes são medidas importantes. Em caso de suspeita, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou, em situações agudas, uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

T LB

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