E há duas razões para isso: 1) empresas e startups norte-americanas já adotam a IA chinesa em nível similar aos serviços das big techs; 2) Xi Jinping, presidente da China, descreveu a IA de código aberto como chave para o desenvolvimento econômico do país. Nessa linha, a China acaba de criar a WAICO (Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial), para discutir princípios de governança e promover a adoção de IA nos países membros.
O desenvolvimento da IA não deve ser uma performance solo de um único país, mas uma sinfonia de colaboração global
Xi Jinping
Pela lente exclusiva do código, há dois lados nessa disputa. No norte-americano, OpenAI, Anthropic e Google mantêm suas tecnologias fechadas, sob o argumento de o código secreto garantir maior segurança e controle sobre os poderes imprevisíveis da IA. Isso, no entanto, permite aplicar uma política agressiva de preços e, de tempos em tempos, chocar o mundo com demonstrações públicas dos poderes da IA, cujo segredo é mantido atrás das cortinas.
No chinês, DeepSeek, Moonshot AI, Z.ai e Alibaba viraram expoentes da IA de código aberto, que pode ser instalada na infraestrutura do cliente e usada a baixo custo. Isso dá à China a aura de líder inclusiva da IA, enquanto reduz a dependência mundial dos EUA.
Mas, no front norte-americano, há uma divisão, já que Microsoft, Nvidia, Google, Meta, IBM e Palantir apoiaram modelos de código aberto publicamente.








