Terça-feira, 28/07/26

Omã propõe ao Irã gestão conjunta de Hormuz com pedágio voluntário

Omã propõe ao Irã gestão conjunta de Hormuz com pedágio voluntário
Omã propõe ao Irã gestão conjunta de Hormuz com pedágio – Reprodução

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS)

Omã apresentou ao Irã uma proposta para criar um mecanismo regional conjunto de gestão do Estreito de Hormuz, baseado em contribuições voluntárias de países e empresas que usam a rota.

A proposta de Omã visa garantir a segurança da navegação e evitar o controle exclusivo do Irã sobre a via marítima. Segundo uma fonte do Golfo ouvida pela agência Reuters nesta terça-feira (28), o plano prevê que os usuários do canal financiem de forma voluntária a segurança, a proteção ambiental e operações de busca e salvamento.

O modelo sugerido tem como referência o adotado no Estreito de Malaca, que interliga os oceanos Índico e Pacífico. A iniciativa de Omã conta com o apoio de outros países da região para tentar viabilizar uma administração compartilhada da via navegável.

O Estreito de Hormuz é considerado uma das passagens mais estratégicas do mundo para o comércio e transporte de energia. Antes do início das hostilidades recentes, a rota concentrava cerca de um quinto de todo o suprimento energético global exportado do Oriente Médio.

Os Estados Unidos suspenderam de forma abrupta uma campanha de ataques aéreos contra o Irã no último fim de semana. A decisão aumentou as expectativas de uma solução diplomática que permita a retomada segura da navegação comercial pelo estreito.

O presidente americano, Donald Trump, afirmou que o governo mantém conversas promissoras com os iranianos. “Estamos tendo boas conversas”, disse Trump na segunda-feira (27), embora tenha alertado que os bombardeios americanos serão retomados caso as negociações fracassem.

ARTICULAÇÃO DIPLOMÁTICA E COBRANÇAS DO IRÃ

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, conversou por telefone com os chanceleres da Arábia Saudita e de Omã. De acordo com o governo iraniano, as conversações serviram para debater a segurança marítima e tentar estabelecer a estabilidade no Oriente Médio.

Araqchi defendeu a união das nações da região para afastar a interferência de forças externas. Em nota oficial, o chanceler cobrou esforços para “eliminar a insegurança imposta ao Estreito de Hormuz devido às ações agressivas dos Estados Unidos”.

As preocupações com a segurança das rotas comerciais continuam elevadas entre os governos locais. Recentemente, o Irã ameaçou reagir a um ataque ucraniano contra um navio mercantil no Mar Cáspio, em meio a novos relatos de incidentes com drones e movimentações militares na região.

T LB

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