Sexta-feira, 31/07/26

Indicador de incerteza da FGV cai 1,9 ponto em julho ante junho, para 109,4 pontos

Indicador de incerteza da FGV cai 1,9 ponto em julho ante junho, para 109,4 pontos
Indicador de incerteza da FGV cai 1,9 ponto em julho – Reprodução

O Indicador de Incerteza da Economia Brasileira (IIE-Br) recuou 1,9 ponto na passagem de junho para julho, para 109,4 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado foi influenciado pela menor dispersão nas previsões de mercado para as taxas de juros nos próximos 12 meses e retorna a um patamar moderado de incerteza.

“Ao longo de julho, as expectativas de curto prazo da inflação passaram a melhorar, alinhadas com o resultado mais favorável dos últimos dados de preço, em especial dos alimentos, propiciando uma maior convergência das previsões dos especialistas para a trajetória futura da Selic. Apesar desse resultado favorável, ainda há cautela do mercado em relação a essas variáveis”, comenta a economista do FGV IBRE, afirma Anna Carolina Gouveia.

A apuração da FGV mostra que o resultado de 109,4 pontos é o segundo menor nível registrado em 2026, acima apenas do patamar observado em fevereiro (105,8 pontos). No ano, o maior nível foi registrado em abril (117,2 pontos). O menor patamar do IIE-Br em 12 meses foi alcançado em dezembro de 2025 (104,5 pontos).

O IIE-Br é formado por dois componentes: o IIE-Br Mídia, que faz o mapeamento nos principais jornais da frequência de notícias com menção à incerteza; e o IIE-Br Expectativa, que é construído a partir das dispersões das previsões para a taxa de câmbio e para o IPCA.

O componente de Mídia do IIE-Br recuou 0,5 ponto, para 108,8 pontos, contribuindo negativamente com 0,4 ponto para o resultado agregado. O componente de Expectativas, que mede a dispersão nas previsões de especialistas para variáveis macroeconômicas, recuou 6,8 pontos no mês, passando a 107,7 pontos e contribuindo negativamente com 1,5 ponto para a queda do IIE-Br.

“O IIE-Br pode oscilar em torno desse nível nos próximos meses, embora haja algum risco de alta à medida que se aproximam as eleições presidenciais”, complementa Gouveia.

A coleta do Indicador de Incerteza da Economia brasileira é realizada entre o dia 26 do mês anterior ao dia 25 do mês de referência.

T LB

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