A cifra é quase quatro vezes maior do que os cerca de US$ 285 bilhões em passivos de arrendamento já reconhecidos nos balanços das empresas, de acordo com documentos das companhias compilados pela Reuters.
Essa diferença reflete o tratamento contábil. Contratos de locação assinados geralmente não são registrados como passivos até que a instalação esteja disponível para uso. Até lá, as empresas divulgam os pagamentos futuros nas notas explicativas de suas demonstrações financeiras.
Os compromissos não estão ocultos e as agências de classificação de risco podem já ter levado alguns deles em conta. Mas sua magnitude revela quanto da expansão da IA ainda não foi incluído nos passivos de arrendamento reportados, nas despesas fixas e nos indicadores de alavancagem divulgados.
O US$ 1,09 trilhão não pode simplesmente ser somado à dívida. Os compromissos de arrendamento não iniciados são, em geral, pagamentos não descontados distribuídos ao longo de muitos anos, enquanto os passivos de arrendamento reconhecidos refletem seu valor presente.
A Oracle apresenta o maior risco aparente de concentração. A empresa divulgou US$ 260 bilhões em compromissos não iniciados, quase sete vezes seus US$ 37,89 bilhões em passivos de arrendamento reconhecidos. Esses compromissos referem-se substancialmente a centros de dados, com início previsto entre os anos fiscais de 2027 e 2029, e geralmente têm duração de 15 a 19 anos.
A Oracle alertou que a duração, os termos de renovação e os preços de seus contratos de locação de centrais de processamento de dados podem não estar alinhados com os contratos dos clientes, deixando-a exposta caso os clientes não renovem ou não possam cumprir suas obrigações.








