Aquecimento global representa uma ameaça existencial à segurança hídrica, alimentar e energética, além de impactar a infraestrutura, o setor financeiro e os direitos humanos. A avaliação foi feita durante encontro da União Interparlamentar (UIP), que integra a conferência climática COP 30, em Belém.
O senador Humberto Costa (PT-PE) destacou a complexidade crescente dos desafios climáticos e a necessidade de altos investimentos para mitigar e adaptar-se aos seus efeitos. Ele defendeu uma transição justa e inclusiva para a energia renovável, com a redução gradual da emissão de combustíveis fósseis e poluentes climáticos de curta duração, como o metano. Segundo o senador, a vulnerabilidade de grupos e comunidades exige prioridade na adaptação climática.
Humberto Costa enfatizou a importância de que os parlamentos fortaleçam e implementem legislações em consonância com os planos nacionais de adaptação climática, apoiando os governos com instrumentos legislativos e supervisão eficazes. O senador também defendeu maior transparência orçamentária e monitoramento rigoroso das metas de mitigação e financiamento, assegurando que países em desenvolvimento cumpram seus compromissos ambientais. Ele exortou países desenvolvidos a cumprirem seus compromissos financeiros e climáticos, garantindo o acesso de países em desenvolvimento ao fundo de perdas e danos.
A importância da pesquisa, inovação e inteligência artificial focadas nos desafios globais, além da integração das políticas climáticas, ambientais e de saúde, também foi ressaltada por Humberto Costa.
A senadora Leila Barros (PDT-DF) destacou a liderança feminina no contexto das mudanças climáticas, afirmando que a crise climática é social, econômica e de gênero. Ela ressaltou que as mulheres estão na linha de frente dos impactos, enfrentando perda de subsistência e insegurança alimentar, sendo minorias nas decisões sobre o futuro. Leila Barros defendeu o papel das mulheres na transição energética e a construção de uma agenda parlamentar que assegure voz e recursos para que mulheres de todos os países possam executar a missão ambiental.
Juan Pablo Letelier, representante do Parlamento Andino, enfatizou a importância de considerar as metas de emissão de gás metano na elaboração das leis sobre mudanças climáticas. Ele reconheceu a importância do consumo de proteína animal, mas defendeu mecanismos mais adequados no setor agropecuário para reduzir a produção de metano, mencionando técnicas de pastagem e suplementos. Letelier também ressaltou que um terço da produção alimentar mundial é desperdiçada, gerando metano em aterros. Ele alertou para os prejuízos do metano à saúde humana e convidou os membros do Parlamento a agirem.
Mitch Reznick, diretor da Federated Hermes, destacou o papel fundamental dos parlamentos na formulação de políticas e orçamentos para gerar progresso, que deve ser monitorado. Ele afirmou que o metano é uma emergência global e que a redução do aquecimento global requer descarbonização a médio e longo prazo, com iniciativas emergenciais e decisões impactantes nesta década. Reznick expressou esperança de que a troca de informações inspire os parlamentos a trabalharem em favor do planeta, comunidades e economias.
Fonte: www12.senado.leg.br








