Sábado, 08/08/26

Anp prevê recorde de áreas em leilões de petróleo em outubro

Anp prevê recorde de áreas em leilões de petróleo em outubro
Anp prevê recorde de áreas em leilões de petróleo em – Reprodução

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou nesta quinta-feira (6) que os leilões de exploração de petróleo marcados para 7 de outubro terão número recorde de áreas em disputa.

Serão dois certames: o 4º Ciclo de Partilha, que abrange áreas do pré-sal, vai ofertar 13 blocos. Já o 6º Ciclo de Concessão, voltado às demais áreas de exploração, terá 22 setores em disputa.

Segundo a ANP, a relação completa das áreas de partilha e de concessão foi publicada no Diário Oficial da União. Foram incluídos setores ou blocos que receberam declaração de interesse de pelo menos uma empresa de petróleo, desde que a companhia também tenha manifestado garantia de oferta.

Até o momento, os 22 setores do leilão de concessão receberam declaração de interesse com garantia de oferta de 12 empresas. Nos 13 blocos do leilão de partilha, a manifestação é de seis empresas.

A agência explicou ainda que, até 31 de agosto, empresas que ainda não tenham ou que já tenham declarado interesse podem demonstrar interesse em outros setores ou blocos, ampliando a participação nos leilões. As que não cumprirem esse procedimento até o fim do prazo podem participar da disputa por meio de consórcio com empresas habilitadas.

A ANP também lembrou resultados de leilões anteriores. Em outubro do ano passado, o 3º Ciclo da Oferta de Partilha terminou com cinco dos sete blocos em disputa arrematados. Na ocasião, os bônus de assinatura chegaram a quase 104 bilhões e a previsão de investimento mínimo na fase de exploração foi de R$ 451,5 milhões.

O leilão do 5º Ciclo da Oferta de Concessão ocorreu em junho de 2025, com assinatura de 34 contratos de concessão de blocos. A arrecadação de bônus de assinatura foi de cerca de R$ 989 milhões, com investimentos mínimos estimados em R$ 1,5 bilhão na fase de exploração.

No pré-sal, vigora o regime de partilha, em que a produção de óleo excedente é dividida entre a empresa e a União. Nos demais blocos, vale o modelo de concessão, em que a concessionária assume o risco do investimento e se torna dona do petróleo e do gás descobertos, além de pagar bônus de assinatura, royalties e, em alguns casos, participação especial ao governo. A União é representada pela Pré-Sal Petróleo (PPSA), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, na comercialização do petróleo entregue pelas petroleiras.

Com informações da Agência Brasil

T LB

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