Nem sempre a suspeita tem base em traição, mas em lacunas de informação que viram histórias na cabeça. “Para falar a verdade, o ciúme digital raramente é sobre o celular em si. Provavelmente, é sobre incerteza. A falta de informação nos leva a escrever nossas próprias histórias e, muito provavelmente, essas histórias são sempre piores do que a realidade”, diz a executiva.
Pequenos episódios acumulados podem corroer a confiança e levar a uma vigilância constante do que o outro faz online. “É o resultado de pequenas situações em que nossa confiança começa a se deteriorar gradualmente. Por que de repente eles seguem o ex nas redes sociais? Por que deixam comentários nas fotos de outra pessoa, mas não nas suas? No fim, checam quem curtiu o quê, quando essa ou aquela pessoa estava ativa, ou repassam pequenas coisas que aconteceram há muito tempo”, afirma.
Como lidar com o ciúme digital sem invadir privacidade
Para Brie, da Tawkify, o caminho mais saudável é conversar antes e combinar limites claros sobre a vida digital. “Os casais mais saudáveis não têm nenhum acesso ao celular do parceiro. É melhor discutir antes todas as questões ligadas à sua vida digital. Todo casal deveria conversar sobre como agir com respeito online: se isso envolve falar com ex-parceiros, seguir certas páginas, publicar posts sobre o relacionamento ou quanto de vida digital privada vai existir”, diz.
Regras precisam ser mútuas e não podem virar controle, porque confiança não se constrói com fiscalização. A especialista em relacionamentos diz que “esses limites devem ser mútuos para as duas partes. Além disso, as pessoas deveriam tentar se analisar para ver se reagem a fatos ou a histórias que constroem na própria cabeça. Esse pensamento muda a situação drasticamente. No fim do dia, confiança não é estabelecida controlando as atividades do celular de alguém”.
*As informações são da Vice






