Kigali havia assinado, em 2022, um acordo migratório com o Reino Unido, então governado pelo primeiro-ministro conservador Boris Johnson, que pretendia enviar para esse país africano migrantes em situação irregular que estivessem em território britânico.
Assim que chegou ao poder, em 2024, o atual primeiro-ministro trabalhista, Keir Starmer, tratou de declarar o acordo “morto e enterrado”. O texto foi alvo de duras críticas e considerado “ilegal” pela Suprema Corte do Reino Unido.
Makolo não informou quais são esses países.
Questionada na quinta-feira pela rádio ruandesa Royal FM sobre um possível acordo específico com a Itália, a porta-voz respondeu que não existe “nenhum acordo” nesse sentido, apenas “conversas”.
“Uma das ideias de que estamos tratando diz respeito ao centro de trânsito de emergência que temos em Gashora”, no leste do país, para onde milhares de migrantes retidos na Líbia foram enviados a partir de 2019 e de onde muitos posteriormente partiram, o que permitiu salvar “numerosas vidas”, explicou.
Ela defendeu que, nesses locais, os migrantes poderiam “receber atendimento médico, participar de algum tipo de treinamento e descansar”. Makolo acrescentou que os pedidos de asilo também são analisados nesses centros.
Dessa forma, os migrantes podem retornar ao país de origem, se isso for seguro “e se assim desejarem”, ou ser reassentados em outros países, acrescentou.
O Parlamento Europeu aprovou, em junho, um regulamento sobre o retorno de migrantes que tiveram o direito de asilo negado. O texto permite que os Estados-membros firmem acordos para instalar centros de detenção fora das fronteiras da União Europeia, medida que gerou preocupação entre organizações de defesa dos direitos humanos.







