Sexta-feira, 14/08/26

PCDF prende casal suspeito de aplicar golpes com celulares que nunca eram entregues

PCDF prende casal suspeito de aplicar golpes com celulares que nunca eram entregues
PCDF prende casal suspeito de aplicar golpes com celulares que – Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou nesta sexta-feira (14/8) a Operação Reflexo para desarticular um esquema de fraude eletrônica envolvendo a venda fictícia de celulares pela internet. A ação foi coordenada pela 8ª Delegacia de Polícia, na Estrutural, com apoio da Polícia Civil de São Paulo (PCSP). Uma estudante de Direito de 22 anos, presa preventivamente, é apontada como uma das principais integrantes do esquema. O companheiro dela, Rafael dos Santos Damasceno, de 25 anos, também foi alvo da operação.

Segundo a investigação, o casal criava perfis que reproduziam a identidade visual de uma conhecida loja de telefonia para transmitir aparência de legitimidade aos anúncios. Para reforçar a estratégia, os suspeitos montaram dentro da própria residência, em São Paulo, um espaço utilizado como cenário de uma suposta loja. O ambiente tinha caixas vazias de smartphones, etiquetas, embalagens e materiais de envio. Os objetos eram usados em fotos e vídeos apresentados aos clientes antes da conclusão das compras.

Depois de conquistar a confiança dos consumidores, os investigados recebiam os pagamentos por Pix. As mercadorias, entretanto, não eram enviadas aos compradores. Após a confirmação das transferências, as vítimas eram bloqueadas nos canais de comunicação utilizados durante as negociações. A estudante presa na operação cursa o 7º semestre de Direito e trabalha como estagiária em um escritório de advocacia. Nas redes sociais, segundo a polícia, ela chegou a publicar conteúdos com orientações sobre segurança digital e procedimentos relacionados a contas bancárias bloqueadas por suspeita de fraude.

A Justiça autorizou duas prisões preventivas e quatro mandados de busca e apreensão, cumpridos em São Paulo com apoio da PCSP e de uma plataforma de comércio eletrônico. Durante a ofensiva, foram recolhidos aparelhos eletrônicos e dezenas de caixas utilizadas na montagem do cenário falso, além do bloqueio cautelar de R$ 20 mil em contas relacionadas aos investigados. A mulher não tinha antecedentes criminais, enquanto Damasceno já responde a um processo por estelionato virtual no Rio Grande do Sul. O caso é investigado com base no artigo 171, § 2º-A, do Código Penal, que prevê pena de 4 a 8 anos de prisão e multa para fraude eletrônica.

T LB

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