A palavra de ordem nas hostes petistas é de cautela; ao ser questionado, Edinho Silva pediu investigações contra Flávio Bolsonaro no âmbito do Master
Em uma série de mensagens identificadas pela PF, Lulinha conversa sobre negócios com a empresária Roberta Luchsinger, que é investigada por suspeita de fraudes no INSS – (crédito: Reprodução/Redes Sociais)
Membros da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição avaliam que as supostas mensagens envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido pela imprensa como Lulinha, caíram como uma bomba no núcleo duro do petista. Alguns definem como “fatos gravíssimos”.
Contudo, membros do jurídico da campanha advogam que antes de tirar conclusões precipitadas é preciso avaliar a veracidade das informações, apurar os vazamentos seletivos, que alguns pontuam como “criminosos” e verificar o contexto da mensagem antes de alegar que se trata realmente de atuação conjunta em benefício próprio.
Em uma série de mensagens identificadas pela Polícia Federal, Lulinha conversa sobre negócios com a empresária Roberta Luchsinger, que é investigada no âmbito da operação que investiga fraudes no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). As conversas foram encontradas no celular da lobista, que foi alvo de um mandado de busca e apreensão.
O inquérito apura suposto tráfico de influência do filho do presidente com entes do governo federal. Em uma das mensagens, em março de 2024, ele diz que participa de reuniões com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, então chefe de gabinete de Lula, e o então secretário-executivo do Ministério da Saúde, Swedenberger Barbosa, conhecido como Berger.
Cobranças
Presidente do PT e um dos coordenadores da campanha do presidente Lula à reeleição, Edinho Silva cobrou ontem (17/8) investigações contra a família do candidato a presidente do PL, Flávio Bolsonaro, ao ser questionado sobre as apurações da Polícia Federal que associam Lulinha e o ex-assessor de gabinete de Lula Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, a um esquema de fraudes no INSS.
“Apoiamos e queremos (investigações sobre) as remessas de dinheiro feitas para fora do Brasil, quase R$ 70 milhões, onde há indícios de beneficiamento da família Bolsonaro. Da mesma forma que uma compra muito estranha de um imóvel aqui em Brasília, financiado pelo BRB, banco envolvido no caso do Banco Master, também precisa ser apurada”, cobrou.
Correio de Santa Maria, com informações de Membros da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).








