A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu quatro empresas de voos panorâmicos que operavam no Rio de Janeiro após intensificar as ações de fiscalização na cidade. O balanço foi divulgado nesta terça-feira (18), em entrevista coletiva na sede do Centro de Operações e Resiliência (COR) da prefeitura do Rio, na região central da capital fluminense.
Segundo a agência, há 12 empresas autorizadas a operar voos panorâmicos na cidade, com 46 aeronaves nessa atividade. Até esta segunda-feira (17), nove dessas empresas haviam sido fiscalizadas e quatro tiveram os serviços suspensos. Entre as aeronaves, 18 passaram por vistoria e nove foram suspensas.
As ações de fiscalização incluem auditorias nos Sistemas de Gerenciamento da Segurança Operacional (SGSO), verificação de procedimentos operacionais, vistorias e inspeções técnicas em aeronaves. A Anac informou que o reforço ocorreu após solicitação da prefeitura do Rio, diante dos acidentes com helicópteros registrados nos últimos meses na capital fluminense.
Em coletiva ao lado do prefeito Eduardo Cavaliere, o diretor-presidente da Anac, Tiago Chagas Faierstein, afirmou que as fiscalizações são ações ordinárias da agência, mas que precisaram ser intensificadas diante dos fatos ocorridos na cidade. Ele disse que a agência vai manter as operações de fiscalização e ampliar a atuação para táxi-aéreo e empresas de manutenção.
A prefeitura do Rio e a Anac também atuam em conjunto para organizar o uso de helicópteros em voos panorâmicos. Segundo a administração municipal, o reforço nas ações busca reduzir riscos em um segmento que tem sido mais procurado com o aumento do número de turistas na cidade.
Faierstein informou ainda que a Anac vai revisar o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil 136 (RBAC 136), que trata das operações de voos panorâmicos. A revisão, segundo ele, pretende aprimorar requisitos de segurança operacional, abrangendo organização das empresas, qualificação de tripulações, manutenção e gestão da segurança operacional.
A prefeitura também informou a suspensão do uso do heliponto da Lagoa por empresas de voo panorâmico. De acordo com o secretário municipal da Casa Civil, Leandro Matieli, após o acidente com o helicóptero que caiu na Floresta da Tijuca, em 8 de agosto, e matou três turistas chilenas e o piloto, a administração municipal identificou que cinco empresas autorizadas pelo RBAC 136 não estavam cumprindo a regra de partir e retornar de um mesmo ponto. Desde o início da semana, essas cinco empresas estão proibidas de operar no heliponto da Lagoa.
Além da queda na Floresta da Tijuca, houve também a colisão de duas aeronaves no ar e a queda no bairro do Recreio dos Bandeirantes, em 14 de junho, acidente que deixou seis mortos.







