Terça-feira, 25/08/26

Hertz Dias tem plano de governo com foco na classe trabalhadora

Hertz Dias tem plano de governo com foco na classe trabalhadora
Hertz Dias tem plano de governo com foco na classe – Reprodução

O candidato do PSTU à Presidência da República, Hertz Dias, lançou o seu plano de governo para as eleições de 2026.

Professor da rede pública e ativista do movimento negro, ele pretende governar com foco nos interesses da classe trabalhadora e defende mudanças profundas no atual modelo econômico.

Entre os destaques do programa, está o fim da escala de trabalho 6 por 1, sem redução dos salários.

O candidato também propõe dobrar o valor do salário mínimo, com a meta de aproximá-lo do cálculo considerado ideal pelo DIEESE para atender às necessidades básicas dos trabalhadores.

Hertz Dias defende a revogação da reforma trabalhista, da reforma da previdência e da Lei das Terceirizações.

Para impulsionar a geração de empregos, o candidato sugere um amplo programa nacional de obras públicas, com investimentos em saneamento básico, construção de escolas, hospitais, creches e projetos de infraestrutura.

Também estão previstas contratações por meio de concursos públicos.

Na economia, o programa prevê a taxação dos super-ricos, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e a correção anual da tabela para os trabalhadores assalariados.

O partido também quer a estatização de empresas privatizadas e uma atuação mais forte do Estado na economia.

Na segurança pública, as propostas incluem a desmilitarização da Polícia Militar e a criação de uma força de segurança civil.

O plano também prevê a descriminalização das drogas como estratégia de enfrentamento ao crime organizado.

Já na área social, Hertz Dias propõe a ampliação das cotas raciais, a titulação de territórios quilombolas e ações de combate ao racismo e à intolerância religiosa.

O programa inclui incentivos à agricultura familiar, indígena e quilombola.

Em sua agenda ambiental, o candidato do PSTU se posiciona contra a exploração de petróleo na Margem Equatorial e rejeita a privatização das hidrovia na Amazônia.

O partido defende propostas que combinem preservação ambiental, desenvolvimento econômico e soberania nacional.


T LB

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