Segunda-feira, 07/09/26

DANIEL RADAR COBRA PROVIDÊNCIAS URGENTES: NO HRSM, PACIENTES PRIORITÁRIOS ENFRENTAM LONGA ESPERA E SOBRECARGA MÉDICA PREOCUPA

Imagens: Reprodução

Denúncias de falhas na classificação de risco, ausência de especialistas e sobrecarga dos médicos levantam questionamentos sobre a situação do Hospital Regional de Santa Maria.

Usuários do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) têm relatado preocupação com possíveis falhas no processo de classificação de risco dos pacientes que procuram atendimento na unidade. As reclamações envolvem desde o preenchimento das fichas na recepção até a demora para que pacientes considerados prioritários sejam atendidos por médicos.

Segundo relatos encaminhados à reportagem, pacientes que procuram o serviço de saúde em busca de atendimento têm sido classificados para áreas identificadas como salas AMARELA ou AZUL, mesmo em situações nas quais, segundo as denúncias, não há atendimento disponível para essas modalidades. A situação tem gerado dúvidas e insatisfação entre pessoas que chegam ao hospital em busca de assistência.

De acordo com as informações recebidas, os atendimentos prioritários estariam concentrados principalmente nos setores classificados como sala LARANJA e sala VERMELHA, destinados aos casos de maior gravidade. No entanto, há relatos de que pacientes direcionados à sala VERMELHA, mesmo diante da condição prioritária, chegam a aguardar entre três e quatro horas a serem chamados para avaliação médica.

Profissionais ouvidos, mas, que pediram para não serem identificados, pela reportagem apontam que um dos principais problemas estaria relacionado à falta de médicos em determinadas especialidades. Segundo eles, a ausência de profissionais suficientes comprometeria a capacidade de atendimento da unidade e contribuiria para a sobrecarga das equipes que permanecem em atividade.

De acordo com os relatos, alguns profissionais precisam dividir suas atividades entre os atendimentos de emergência, ambulatórios e o Centro Cirúrgico. Médicos defendem que essa sobrecarga merece atenção por parte da gestão, tanto pelas condições de trabalho dos profissionais quanto pelos possíveis impactos na organização e na segurança da assistência prestada aos pacientes, os quais podem contrair facilmente uma infecção hospitalar.

Um médico que pediu para não ser identificado afirmou que a Secretaria de Saúde do Distrito Federal teria conhecimento das dificuldades enfrentadas pela unidade, especialmente em relação à falta de especialistas e à sobrecarga das equipes. Segundo o profissional, até o momento não foram adotadas medidas suficientes para normalizar a situação e garantir maior capacidade de atendimento no Hospital Regional de Santa Maria.

Em tom de crítica, o médico resumiu sua preocupação com a atual situação da saúde pública ao afirmar que “a saúde saiu da UTI, mas agora parece aguardar uma morte repentina”. As denúncias e relatos apresentados reforçam a necessidade de esclarecimentos por parte dos responsáveis pela gestão do HRSM e da Secretaria de Saúde, especialmente sobre os critérios de classificação de risco, a disponibilidade de especialistas e as medidas adotadas para reduzir a espera e melhorar o atendimento à população.

Correio de Santa Maria, com informações de usuários da Saude em Santa Maria

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