FOLHAPRESS
A Torre Eiffel foi fechada nesta segunda-feira (7) devido a uma greve dos trabalhadores do ponto turístico. O motivo da paralisação foi o incômodo dos funcionários frente ao afastamento das mulheres da equipe durante o sábado (5), enquanto uma delegação hindu visitava o monumento.
“Enquanto a delegação passava, foi solicitado que as mulheres deixassem seus postos de trabalho para que homens pudessem ocupar seus lugares”, disse Diane Davoine, representante sindical, à Reuters.
“As tensões aumentaram ao longo do fim de semana, então, nesta manhã, os funcionários decidiram se reunir: primeiro, para abrir um diálogo com a direção, e segundo, para garantir que as mulheres nunca mais sejam tratadas dessa forma na empresa”, afirmou.
Placas na base da torre indicavam nesta segunda-feira: “A abertura da Torre Eiffel está atrasada por motivos operacionais.”
A Sociedade de Exploração da Torre Eiffel (SETE) confirmou que a delegação hindu havia solicitado que a visita fosse organizada limitando as “interações com as mulheres”. Também reconheceu que “essas condições não deveriam ter sido aceitas”.
A visita ocorreu no mesmo dia de uma procissão cultural de barco pelo Sena, organizada pelo movimento espiritual indiano Bochasanwasi Akshar Purushottam Swaminarayan Sanstha (BAPS).
Essa organização, criticada como conservadora e nacionalista por parte da comunidade indiana no exterior, consagrou no domingo (6) seu primeiro grande templo na França, construído em Bussy-Saint-Georges, a 30 km a leste de Paris, e apresentado como o maior da Europa.
A situação na Torre Eiffel gerou condenações da classe política, entre elas do prefeito de Paris, o socialista Emmanuel Grégoire, que anunciou na rede social X a abertura de “uma investigação no menor prazo possível”.
A cidade de Paris é proprietária da Torre Eiffel e acionista majoritária da empresa que a explora. Mais de seis milhões de pessoas visitaram este símbolo turístico de Paris em 2025, que reabrirá suas portas na terça-feira (8).







