Sábado, 14/03/26

Governo do DF nega eventual tratamento especial a Bolsonaro

Tratamento especial a Bolsonaro

Governo do DF Nega Tratamento Especial a Bolsonaro

O governo do Distrito Federal (DF) negou ter concedido qualquer tratamento especial a Bolsonaro ao solicitar uma avaliação médica para o ex-presidente. Este pedido foi feito ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), antes do início de uma possível pena.

A medida visava verificar a compatibilidade do quadro clínico de Jair Bolsonaro com os serviços médicos disponíveis nos presídios locais. A solicitação, no entanto, gerou repercussão e questionamentos sobre sua adequação.

Pedido de Avaliação Médica e Controvérsia

A Solicitação do Secretário Wenderson Souza e Teles

O pedido, formulado pelo secretário de Administração Penitenciária, Wenderson Souza e Teles, causou desconforto dentro do governo de Ibaneis Rocha. O governo do DF, que busca manter um diálogo com setores da direita e obter apoio bolsonarista para futuras eleições, enfrentou questionamentos sobre a solicitação.

No ofício enviado ao STF, o secretário Teles argumentou a necessidade de avaliar a condição de saúde de Bolsonaro para assegurar o atendimento adequado nas unidades prisionais do DF. Contudo, o ministro Moraes considerou a solicitação “inadequada” e a rejeitou prontamente.

Reações e Justificativas

A iniciativa do secretário gerou críticas, especialmente do deputado distrital Fábio Felix (PSOL-DF). O parlamentar questionou por que uma preocupação similar com a saúde não era estendida aos outros mais de 27 mil presos do sistema penitenciário do Distrito Federal.

Em sua defesa, o secretário Wenderson Souza e Teles negou qualquer tratamento especial a Bolsonaro. Ele explicou que protocolos semelhantes são aplicados sempre que há conhecimento prévio sobre comorbidades de detentos, buscando garantir a isonomia.

O secretário reiterou que a preocupação com a saúde do ex-presidente não fere o princípio da isonomia. Segundo ele, “em todas as hipóteses em que há ciência prévia de quadro clínico debilitado, as medidas cabíveis são adotadas”, conforme consta no documento oficial.

Adicionalmente, Wenderson argumentou que o estado de saúde de Bolsonaro é de “conhecimento público” e foi formalizado no processo judicial, o que justificaria a consulta antecipada. Ele defendeu que a omissão em agir, e não a própria ação, poderia sim representar uma quebra do princípio da isonomia.

Por Correio de Santa Maria, com informações de O Globo.

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