“Uma retirada de acesso, ou uma alteração nos seus termos, afetaria todos os setores de uma só vez”, disse Lagarde. “Essa é uma forma de influência que nenhum parceiro comercial jamais teve sobre a Europa, e poderia ser usada em qualquer negociação, sobre tarifas ou impostos digitais, por exemplo.”
Embora a UE e os EUA sejam aliados fundamentais, a confiança mútua foi abalada recentemente por uma série de questões, como tarifas, exigências dos EUA para assumir o controle da Groenlândia e a retirada de tropas norte-americanas da Europa devido a divergências políticas.
A solução é aumentar a capacidade computacional europeia, afirmou ela.
Se adaptada rapidamente, a IA poderia aumentar o nível de produtividade em até 4% ao longo de uma década, o que seria transformador para as finanças públicas, disse Lagarde.
“A Europa já possui uma capacidade de centros de dados insuficiente para atender à sua própria demanda e, seguindo as tendências atuais, essa lacuna deverá aumentar mais de seis vezes em uma década”, disse Lagarde.
Então a Europa precisa de modelos que sejam “bons o suficiente” para a maioria das tarefas e que funcionem com infraestrutura europeia, para que a ameaça de isolamento perca sua força, acrescentou ela.








