Quinta-feira, 17/09/26

Demolição de casa de gestante de nove meses provoca reação e leva Daniel Radar a cobrar assistência social

Foto: Coordenação de Campanha

Candidato questiona atuação do poder público e defende que fiscalização seja acompanhada de proteção às famílias em situação de vulnerabilidade.

Uma ação do DF Legal realizada na tarde da quinta-feira (10/9) provocou reação entre moradores da região após a demolição de uma residência onde, segundo relatos da comunidade, vivia uma mulher grávida de nove meses. O episódio passou a ser questionado pelo candidato a deputado distrital Daniel Radar, que defende maior atenção social em situações que envolvam famílias em condição de vulnerabilidade.

De acordo com informações, a residência teria sido derrubada sem que a família recebesse um aviso prévio. No entender de Daniel, o caso dessa senhora ainda precisa ser esclarecida pelos órgãos responsáveis pela operação. A situação provocou indignação entre pessoas que acompanharam a ação, principalmente em razão do avançado estágio da gestação da moradora.

Outro ponto levantado pelo candiato Daiel Radar diz respeito à assistência social. Segundo os relatos, representantes da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) não teriam comparecido ao local durante a ação para acompanhar a situação da família e avaliar as necessidades imediatas da gestante.

Para Daniel Radar, a atuação do poder público precisa conciliar o cumprimento das normas urbanísticas com a proteção social e a dignidade das pessoas atingidas. O candidato afirma que uma mulher em estágio avançado de gravidez exige atenção diferenciada e que ações de fiscalização devem ser acompanhadas de medidas capazes de evitar que famílias fiquem desamparada, e não ações truculentas cim ameças, conforme mostram as imagens.

Assistam:

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“Independentemente da existência de uma ordem administrativa ou judicial, o poder público não pode ignorar a dignidade humana. Uma gestante exige atendimento diferenciado, proteção e cuidado. Fiscalização não pode ser sinônimo de truculência”, afirmou Daniel Radar. A legislação do Distrito Federal prevê mecanismos de fiscalização e demolição de edificações irregulares, especialmente em áreas públicas, mas também estabelece procedimentos administrativos que precisam ser observados em cada caso.

O candidato também criticou o que considera uma distância entre as ações do governo e as necessidades concretas da população. “Governar não é aparecer em propaganda, distribuir sorrisos e desaparecer quando o povo mais precisa. A população precisa acordar e cobrar respostas”, declarou. A fala ocorre em meio ao debate sobre fiscalização urbana, regularização fundiária e políticas de moradia no Distrito Federal.

Entre as propostas defendidas por Daniel Radar está a busca de alternativas habitacionais para situações de extrema vulnerabilidade. Segundo ele, quando uma família perde o único teto que possui, o governo deveria avaliar soluções como a destinação de área disponível para moradia, quando juridicamente e urbanisticamente possível, ou a transformação de áreas ociosas em lotes residenciais por meio de programas de regularização. A ideia, afirma o candidato, é buscar equilíbrio entre a fiscalização, o ordenamento urbano e o direito de famílias vulneráveis a uma moradia digna.

Correio de Santa Maria, com informações da assessoria do candidato

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