Sábado, 14/03/26

Após indicação de Messias ao STF, Lula deve nomear mulher para AGU; veja os nomes

Indicação Feminina para a AGU

Indicação Feminina para a AGU

Aliados do governo acreditam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolherá uma mulher para a vaga atualmente ocupada por Jorge Messias na Advocacia-Geral da União (AGU). Esta possibilidade surge após o ministro ter sido indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF).

A escolha de uma mulher pode atenuar as críticas dirigidas ao presidente por não ter nomeado uma candidata feminina para a vaga que se abriu no STF com a saída de Luís Roberto Barroso.

Atualmente, o Supremo Tribunal Federal conta com apenas uma mulher, Cármen Lúcia, nomeada por Lula em 2006. Rosa Weber, a outra ministra, aposentou-se em 2023, e seu posto foi preenchido por Flávio Dino, escolhido pelo presidente.

Quem Está Cotada para Assumir AGU?

As principais candidatas para assumir a direção da AGU são profissionais que já ocupam cargos de segundo escalão na pasta chefiada por Messias. São elas:

  • Analize Almeida: Procuradora-Geral da Fazenda Nacional.
  • Isadora Cartaxo de Arruda: Secretária-Geral de Contencioso.
  • Adriana Venturini: Procuradora-Geral Federal.

Se Lula confirmar a nomeação de uma mulher para a AGU, o governo passará a ter um total de 11 ministras entre as 39 pastas existentes. Caso o presidente decida não indicar uma mulher, o nome mais considerado para assumir a Advocacia-Geral da União é o de Flávio Roman, que atualmente ocupa o posto de número 2 na instituição.

Trajetória de Jorge Messias

Jorge Messias é um servidor público de carreira, com experiência prévia como procurador do Banco Central e procurador da Fazenda Nacional. Sua atuação no movimento sindical das carreiras da AGU o levou ao Ministério da Educação, durante a gestão de Mercadante, onde serviu como secretário de Regulação. Foi nesse período que ele se aproximou de dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT).

No governo Dilma, Messias atuou como subchefe de Assuntos Jurídicos, auxiliando a então presidente em um dos momentos mais complexos para o PT no Palácio do Planalto. Seu nome ganhou projeção nacional em março de 2016, devido a uma interceptação telefônica da Lava Jato. Na conversa, Dilma informou a Lula que enviaria, por meio de “Bessias”, um termo de posse para que ele se tornasse ministro da Casa Civil.

Essa interceptação foi realizada após o então juiz Sergio Moro ter determinado o fim das gravações, o que levou o Supremo Tribunal Federal (STF) a considerar sua divulgação ilegal.

Relações Político-Partidárias e Aliados

Messias e Dilma Rousseff mantiveram uma relação próxima, com a ex-presidente presente na cerimônia de posse de Messias como ministro da AGU em 2023, bem como em um jantar reservado para familiares e amigos. Em 2019, Messias trabalhou no gabinete do senador Jaques Wagner (PT-BA).

Com a vitória de Lula em 2022, ele desempenhou um papel de destaque na transição, coordenando o grupo focado em Transparência, Integridade e Controle. No atual governo, Messias estabeleceu uma relação próxima com a ministra da Gestão, Esther Dweck, e com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira.

Seus principais aliados incluem ainda os ministros Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad (Fazenda), e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais).

Por Correio de Santa Maria, com informações de Imprensa Brasileira.

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