GABRIEL BARNABÉ
FOLHAPRESS
O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, usou seu discurso desta terça (22) na Assembleia Geral da ONU para exaltar os esforços que seu país lidera para uma “coexistência pacífica” com a Coreia do Norte.
Segundo ele, o convívio na península deve ser baseado em respeito mútuo, além de mecanismos para prevenir crises e administrar conflitos e, em última instância, compromisso com uma convivência que contribua para a paz mundial.
Ele reiterou que Seul está pronta para liderar os esforços nessa direção e pediu que as Nações Unidas e o Conselho de Segurança do qual ele defendeu uma reforma na composição desempenhem um papel “responsável e construtivo” nestes diálogos.
Segundo o sul-coreano, o país ainda pretende assumir papel central no enfrentamento de três desafios globais: a inteligência artificial, cuja expansão classificou ao mesmo tempo de “revolução” e “crise”; a transformação verde, com participação ativa nos acordos climáticos e evoluções na indústria de seu país; e a formação de uma coalizão voltada às cadeias globais de fornecimento de energia.
Nesse último ponto, o presidente alertou para os riscos da instrumentalização política de recursos energéticos e defendeu a liberdade e a segurança da navegação por estreitos internacionais, em meio às tensões no estreito de Hormuz e no mar Vermelho.
Citando uma frase do ex-secretário-geral da ONU Dag Hammarskjöld de que as Nações Unidas não foram criadas para levar a humanidade ao céu, mas para salvá-la do inferno, ele questionou a capacidade da organização de proteger o mundo da guerra, da pobreza e de desastres e disse que pretende contribuir para restaurar o espírito de cooperação que orientou sua criação.








