DANIELA ARCANJO
FOLHAPRESS
O presidente do Equador, Daniel Noboa, defendeu a ação conjunta dos países contra a criminalidade em seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, que está em seu segundo dia de debate geral nesta quarta-feira (23).
“Nenhum Estado derrota sozinho um inimigo que não reconhece fronteiras”, afirmou o líder, citando rotas de narcotráfico e vendas internacionais de armas. “É inadmissível que as organizações criminosas cooperem entre si com mais eficácia do que os Estados.”
“Durante muito tempo se tratou o crime organizado como um problema policial. Hoje sabemos que é mais do que isso. Quando controla territórios e penetra em instituições, substitui a autoridade legítima e erosiona a democracia”, continuou o presidente, acusado em seu próprio país de autoritarismo.
A fala ocorre um dia após 14 nações da América Latina e do Caribe declararem estar dispostos a classificar 24 grupos criminosos como organizações terroristas, incluindo os brasileiros Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital.
O grupo, formado por nações lideradas por aliados de Donald Trump, não inclui o Brasil.








