Uma família indígena da etnia Guajajara que vive na região Noroeste, no Distrito Federal, passou a ser acompanhada pela Defensoria Pública do DF após relatar dificuldades de acesso à água. Integrantes do Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (NDH) fizeram uma visita técnica ao local nesta segunda-feira (28) para conhecer as demandas e buscar alternativas para o atendimento.
Segundo os relatos apresentados à equipe, a família passou a ocupar a área depois de um desdobramento interno na comunidade indígena da qual fazia parte. Com a mudança, o fornecimento de água que anteriormente atendia o grupo teria sido interrompido, levando o caso até a Defensoria. Além do abastecimento, foram discutidas questões relacionadas ao acesso a benefícios assistenciais e outros serviços públicos.
Participaram da visita os defensores públicos Bernardo Duarte e Flávia Leite, integrantes das equipes técnica e psicossocial da DPDF e um representante da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). O grupo ouviu os moradores e avaliou as condições sociais e territoriais da família para definir os encaminhamentos necessários junto aos órgãos responsáveis.
A defensora Flávia Leite classificou a situação como complexa por envolver questões territoriais e relações internas da própria comunidade, além da necessidade urgente de acesso à água. “A partir dessa escuta, estamos construindo junto aos órgãos responsáveis, alternativas que garantam o acesso a esse direito fundamental”, afirmou.
A DPDF agora articula com a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) a possibilidade de fornecimento emergencial de água à família. O NDH também mantém diálogo com outros órgãos que acompanham a situação dos povos indígenas na região, com o objetivo de facilitar o acesso às políticas públicas e aos serviços essenciais.








