Governo dos EUA detalha retirada de tarifa comercial sobre produtos brasileiros
Na quinta-feira (20), o governo dos Estados Unidos detalhou os motivos que levaram à retirada de uma tarifa adicional de 40% aplicada a parte dos produtos brasileiros.
Em documento oficial, o então presidente dos Estados Unidos declarou que a medida foi possível após um progresso inicial nas negociações com o governo brasileiro.
A decisão ocorreu também após o recebimento de pareceres de autoridades responsáveis por acompanhar a emergência comercial decretada anteriormente.
Base para a flexibilização da tarifa comercial
Segundo o texto oficial, relatórios técnicos enviados à administração norte-americana indicaram que alguns itens agrícolas brasileiros já não deveriam permanecer sob a sobretaxa.
Esses pareceres destacam o avanço das conversas bilaterais, iniciadas em 6 de outubro, quando os dois líderes tiveram um contato direto por telefone. As negociações de uma tarifa comercial entre os países continuam em andamento.
Produtos abrangidos e impacto da retirada da tarifa
Com base nessas recomendações e na avaliação do estágio atual do diálogo com Brasília, o então presidente norte-americano decidiu restringir o alcance da tarifa extra.
A mudança retira o valor adicional para parte das exportações agrícolas brasileiras, alterando o anexo tarifário da Ordem Executiva imposta pelo governo dos Estados Unidos.
A decisão é válida para produtos que entraram nos Estados Unidos a partir de 13 de novembro, mesma data de uma reunião entre o ministro das Relações Exteriores brasileiro e um representante do governo dos EUA, que tratou sobre as tarifas.
A revisão abrange mais de 200 itens de origem brasileira, incluindo:
- Carne bovina e suína
- Café
- Manga, açaí, uva
- Castanhas, sementes
- Sucos
- Madeira e móveis
- Alguns produtos industriais de menor valor agregado
Na prática, a medida devolve competitividade ao Brasil em relação a outros países que também tiveram tarifas reduzidas recentemente, além de aliviar custos e melhorar margens de exportadores no mercado americano.
Contexto e reações à decisão da tarifa comercial
O movimento dos Estados Unidos também se explica por fatores domésticos.
Uma parte significativa dos itens afetados compõe a cesta de importação do país e auxilia a conter a inflação de alimentos, uma preocupação central da administração norte-americana.
No Brasil, a decisão foi bem recebida. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considerou a redução tarifária um avanço concreto na reaproximação comercial entre os dois países e afirmou que a medida contribui para o Brasil recuperar espaço no mercado americano.
O Ministério das Relações Exteriores brasileiro, por sua vez, expressou satisfação com o anúncio e informou que seguirá negociando para ampliar a lista de produtos beneficiados, ressaltando que a flexibilização está diretamente ligada ao diálogo iniciado entre os presidentes em 6 de outubro.
Por Correio de Santa Maria, com informações do Governo do Distrito Federal – GDF.








