O candidato ao governo do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral nesta terça-feira (6/10) a rejeição da desistência de Anthony Garotinho (Republicanos), para assegurar a disputa de segundo turno no estado.
A apuração do primeiro turno terminou com Douglas Ruas (PL) na liderança, somando 49,27% (4.271.199 votos), seguido por Paes, com 42,76% (3.706.984 votos). Garotinho ficou em terceiro lugar, com 3,17% da preferência e 274.411 votos.
A coligação de Paes sustenta que a desistência configura má-fé, deslealdade processual e tentativa de burlar a exigência de maioria absoluta. Conforme os advogados, o adversário abandonou a corrida eleitoral no momento em que percebeu que sua votação bloqueava a vitória direta de Ruas, apoiado pelo filho de Garotinho, Wladimir Garotinho.
A petição também apontou contradição na conduta, ressaltando que o político acionou a Justiça Eleitoral até a véspera do pleito para poder ser votado. O documento acrescenta que Garotinho admitiu abertamente em entrevistas que a decisão se deu por causa do placar eleitoral, sem motivação jurídica.
O caso está sob relatoria do ministro Floriano de Azevedo Marques e tem julgamento marcado no plenário presencial do TSE para quinta-feira (8/10), às 10h. Mais cedo, o Ministério Público Eleitoral (MPE) havia defendido a homologação da renúncia.
Os advogados de Paes pediram a rejeição da renúncia por abuso de direito, a validade dos votos e a confirmação do segundo turno, com análise de mérito do recurso e intimação prévia da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE).








