O evento organizado pela Microsoft em São Francisco, que a empresa anunciou como uma atualização sobre seu sistema operacional Windows e a linha de hardware Surface, será o ponto alto de anos de trabalho entre a principal fabricante de sistemas operacionais para PCs e a empresa de chips de IA para levar muitas tarefas, como escrever código de computador ou lidar com projetos empresariais complexos, diretamente para desktops e laptops com os chips RTX Spark da Nvidia, anunciados em junho.
O presidente-executivo da Microsoft, Satya Nadella, e o presidente-executivo da Nvidia, Jensen Huang, subirão ao palco para apresentar o Surface Laptop Ultra, como será chamado o novo aparelho.
Um dos principais desafios para a Microsoft e a Nvidia será demonstrar que os agentes — sistemas de IA de longa duração capazes de lidar com problemas complexos por conta própria — podem ser contidos com segurança em computadores pessoais. A Nvidia já está tentando evitar que se repita o ataque cibernético sofrido pelo hub de IA Hugging Face, enquanto a Apple busca tornar mais rigoroso o processo de concessão de acesso total dos agentes de IA ao disco rígido de um computador Mac.
Mas analistas afirmam que a maior questão será o preço dos novos produtos, depois que uma escassez de chips de memória elevou os preços dos computadores.
Quando a Microsoft apresentou pela primeira vez, há dois anos, a ideia de executar tarefas de IA em PCs para economizar custos, os laptops custavam, em sua maioria, menos de US$2.000; mas, nas últimas semanas, a Nvidia aumentou o preço de um computador desktop de IA chamado DGX Spark em cerca de 75%, para US$6.950, devido ao aumento vertiginoso dos custos de seus 128 gigabytes de memória.
Anshel Sag, analista da Moor Insights & Strategy, disse à Reuters que os preços da memória estão afetando os esforços tanto da Apple quanto da Microsoft.








