Quarta-feira, 07/10/26

Celina Leão descarta privatização do BRB e afirma que banco continuará público

Reprodução

Governadora classifica como “fake news” informações sobre eventual desestatização e diz que GDF busca alternativas, inclusive no mercado internacional

A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), afirmou nesta terça-feira (6) que está completamente descartada qualquer possibilidade de privatização ou desestatização do Banco de Brasília (BRB). A declaração foi feita após encontro com candidatos e integrantes da coligação Propósito e Ação, no Centro de Convenções Ulysses, em Brasília.

Questionada sobre informações de que uma instituição financeira poderia ser contratada para avaliar o valor de mercado do BRB, como parte de um eventual processo de desestatização, Celina classificou a notícia como “fake news”. Segundo a governadora, o Executivo trabalha em outras alternativas para fortalecer financeiramente a instituição sem abrir mão do controle público.

Entre as possibilidades citadas por Celina está a busca por financiamento internacional. A governadora afirmou que o objetivo é ampliar as alternativas disponíveis e evitar uma dependência exclusiva de um sindicato de instituições financeiras nacionais. “Nós temos outras saídas também”, declarou, reforçando que a desestatização está “descartada completamente”.

Celina também afirmou que os rumores sobre uma eventual privatização vêm circulando desde o primeiro turno das eleições e, segundo sua avaliação, teriam potencial para provocar instabilidade em torno de sua candidatura e do próprio banco. A governadora, entretanto, procurou transmitir segurança ao afirmar que o BRB permanece firme e conta com a confiança de seus clientes.

“O banco BRB está firme. A população tem mantido a liquidez, as pessoas que acreditam no BRB sabem que nós vamos tirar o banco dessa situação”, afirmou Celina. A declaração ocorre em meio às discussões sobre alternativas para reforçar a estrutura financeira da instituição, que enfrenta dificuldades relacionadas à crise envolvendo o Banco Master.

Uma das alternativas colocadas sobre a mesa é justamente a captação de recursos no exterior. Em 17 de setembro, Celina se reuniu com investidores dos Emirados Árabes Unidos interessados em realizar aportes financeiros no BRB. O encontro ocorreu enquanto o governo aguardava avanços em relação à operação de até R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Diante das dificuldades para viabilizar a operação nos moldes inicialmente discutidos, o governo passou a avaliar outras fontes de recursos e alternativas de financiamento. O GDF chegou a recorrer ao Supremo Tribunal Federal em busca de medidas relacionadas à operação, enquanto também ampliou as conversas com potenciais investidores estrangeiros.

Ao reafirmar que a privatização está fora dos planos, Celina tenta encerrar a discussão sobre uma eventual mudança de controle do BRB e concentrar o debate nas alternativas para recuperar e fortalecer a instituição. Neste momento, portanto, a posição pública do governo é de manutenção do banco sob controle estatal, enquanto são buscadas soluções financeiras para enfrentar o cenário adverso.

Correio de Sasnta Maria – Redação

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