Terça-feira, 10/03/26

Para Moraes, pedidos de prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro foram prejudicados

Para Moraes, pedidos de prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro foram prejudicados
Para Moraes, pedidos de prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro foram prejudicados | Imagem: reprodução

Pedidos de Prisão Domiciliar Humanitária Anulados

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, anulou os pedidos de prisão domiciliar humanitária. A decisão foi direcionada à defesa de Jair Bolsonaro e ocorreu após a decretação da prisão preventiva do ex-presidente neste sábado, dia 22.

Moraes afirmou que esses pedidos foram prejudicados diante da ordem de prisão preventiva. Anteriormente, Bolsonaro havia sido condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Fundamentação da Prisão Preventiva

A ordem de prisão preventiva para o ex-presidente, emitida neste sábado, também foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. Para sustentar a decisão, o ministro alegou a possibilidade de fuga.

Uma das justificativas mencionadas foi o rompimento da tornozeleira eletrônica que Bolsonaro utilizava, ocorrido por volta da meia-noite deste sábado. Outro fundamento foi uma publicação feita por um senador, Flávio Bolsonaro, em suas redes sociais.

Conexão com Eventos Anteriores

Essa publicação convidava apoiadores do ex-presidente a participar de uma vigília próximo à residência onde ele cumpria prisão domiciliar em Brasília. A prisão domiciliar ocorria desde agosto deste ano.

O ministro considerou que a iniciativa do parlamentar remetia ao mesmo modus operandi. Este modus operandi foi utilizado por condenados no inquérito da trama golpista na organização de acampamentos em frente a quartéis em 2022.

Argumentos da Defesa e Local de Detenção

Desde que a possibilidade de detenção de Bolsonaro se tornou mais iminente, a defesa havia ajuizado pedidos no STF para que ele cumprisse a pena em casa. Os advogados buscaram a modalidade de prisão domiciliar humanitária.

Alegaram que o estado de saúde do ex-presidente é frágil e que a permanência na cadeia poderia colocar a vida dele em risco. Bolsonaro foi conduzido à sede da Polícia Federal (PF), em Brasília.

Ele ficará em uma sala de Estado, um espaço reservado para autoridades como presidentes da República e outras com foro. Os advogados de Bolsonaro divulgaram uma nota.

Nela, os juristas Celso Vilardi e Paulo Amador da Cunha Bueno expressaram perplexidade com a prisão preventiva. A nota mencionou que a prisão está “calçada em uma vigília de orações”.

Por Correio de Santa Maria, com informações da Agência Brasil.

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