Quarta-feira, 06/05/26

Defesa diz que prisão de Bolsonaro ‘pode colocar sua vida em risco’

Defesa diz que prisão de Bolsonaro ‘pode colocar sua vida em risco’
Defesa diz que prisão de Bolsonaro ‘pode colocar sua vida em risco’ | Imagem: reprodução

A defesa de um ex-presidente do Brasil divulgou, neste sábado (22), uma nota informando que a prisão preventiva do indivíduo pode colocar sua vida em risco, devido a seu estado de saúde. Os advogados anunciaram que irão apresentar recurso contra a decisão.

Conforme o comunicado, a equipe jurídica manifesta profunda perplexidade com a motivação da medida, que, segundo relatos, estaria fundamentada na convocação de uma vigília de orações na residência do ex-presidente. A Constituição Federal garante o direito de reunião e a liberdade religiosa.

Os advogados também contestaram a alegação de risco de fuga, mencionada por um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Eles afirmaram que o ex-presidente estava sob monitoramento policial e foi detido utilizando uma tornozeleira eletrônica.

Decisão Judicial e o Contexto da Ação

A Polícia Federal (PF) efetuou a detenção após um senador convocar uma vigília nas proximidades do local onde o ex-presidente estava em prisão domiciliar. A justificativa foi que a organização avaliou o ato como um risco potencial para os participantes e para os agentes policiais.

Na decisão, o ministro do STF apontou uma suposta intenção do indivíduo de romper a tornozeleira eletrônica para facilitar uma fuga, potencializada pela manifestação convocada por seu familiar. Ele indicou ainda a possibilidade de fuga para embaixadas próximas, com base em investigações que teriam sinalizado um planejamento de pedido de asilo.

Ponderações da Defesa

A defesa reiterou em sua comunicação que a prisão preventiva foi decretada com base em uma vigília de orações. Os advogados ressaltaram o direito constitucional de reunião e a liberdade religiosa.

Eles destacaram que, apesar de menções a “gravíssimos indícios de eventual fuga”, o ex-presidente estava em sua residência, monitorado por tornozeleira eletrônica e sob vigilância policial. A equipe jurídica também alertou para o estado de saúde delicado do ex-presidente, indicando que a medida pode comprometer sua vida.

Por Correio de Santa Maria, com informações da Agência Brasil.

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