Festival da Consciência Negra reúne mais de 50 mil pessoas no Distrito Federal
O primeiro dia do Festival da Consciência Negra do Distrito Federal atraiu cerca de 50 mil participantes. O evento ocorreu na área externa do Museu Nacional, consolidando-se como um encontro significativo para a celebração, formação e afirmação da identidade negra na capital federal.
A iniciativa foi promovida pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF), em parceria com o Instituto Janelas da Arte, e contou com o apoio da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF). A programação, que se estende por três dias, foi inaugurada com apresentações musicais, cortejos culturais e performances em dois palcos.
O titular da Secec-DF declarou que o evento reafirma o papel do Estado na promoção da igualdade racial. Ele pontuou que o Consciência Negra 2025 transcende a definição de festival, configurando-se como um movimento de valorização, memória e reconhecimento. A cultura afro-brasileira é celebrada, e o compromisso de combater o racismo é fortalecido diariamente, conforme a declaração.
Atividades do Festival da Consciência Negra
Engajamento e Diversidade Cultural
Desde as primeiras horas, o público ocupou os diferentes espaços do festival. Uma roda de capoeira, conduzida por um mestre, atraiu grande número de participantes e espectadores, tornando-se um dos momentos mais destacados da abertura.
Famílias estiveram presentes no Espaço Kids, que ofereceu contação de histórias e uma oficina brincante, criando um ambiente de convivência e ludicidade. A exposição temática também recebeu fluxo constante de visitantes, demonstrando interesse pelo conteúdo apresentado.
O Espaço da Beleza registrou alta procura, com uma profissional e sua equipe disponibilizando gratuitamente penteados afro e oficinas de turbantes. Longas filas se formaram ao longo do dia, evidenciando a relevância da valorização estética e da representatividade negra.
Na Tenda Muntu, um painel sobre mulheres negras e educação lotou o espaço, reunindo estudantes e professores da rede pública em um debate sobre educação, equidade e vivências cotidianas. A discussão, conduzida por uma educadora, uma professora e uma profissional, com mediação de uma especialista, conectou a celebração cultural às pautas sociais.
Destaques Musicais do Dia de Abertura
A programação musical atraiu grande público nas duas arenas. No Palco Brasilidades, a abertura foi marcada pelo ritual do Afoxé Ogum Pá, conduzido por uma ialorixá. Artistas como Daniel Beira Rio, Cida Avelar, Ballroom e Isa Marques se apresentaram, proporcionando energia aos presentes.
Na Arena Lydia Garcia, artistas locais Laady Bi e Ju Moreno iniciaram a noite. Em seguida, a cantora Ludmilla apresentou em primeira mão a música inédita “Dopamina”. Posteriormente, Alexandre Pires revisitou sucessos da carreira e de seu período com o grupo Só Pra Contrariar.
Espaços de Economia Criativa
A feira criativa e a praça de alimentação mantiveram movimento intenso, reunindo empreendedores, artesãos e chefs. Esses espaços contribuem para a economia criativa e para a culinária de matriz africana no Distrito Federal.
Continuidade da Programação do Festival da Consciência Negra
A programação desta sexta-feira (21) continua com exposições, oficinas no Espaço Kids, atividades gastronômicas e painéis sobre identidade e estética negra.
Nos palcos, estão previstas as apresentações de:
- Israel Paixão
- Os Pacificadores
- Uel
- Timbalada
- Mumuzinho
- Margaridas
- Martinha do Côco
- O rapper GOG
O festival permanece gratuito até sábado (22). Mais informações estão disponíveis no perfil oficial do evento.
Por Correio de Santa Maria, com informações da Agência Brasília.








