Os preços dos aluguéis residenciais em Goiânia subiram 1,15% em setembro, a maior alta mensal entre as cidades pesquisadas pelo Índice FipeZAP. No Brasil, os valores acumularam aumento de 7,11% de janeiro a setembro, quase o dobro da inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 3,95%, no mesmo período.
O Índice FipeZAP de Locação Residencial avançou 0,52% em setembro, após alta de 0,55% em agosto. Em abril, o aumento havia sido de 1,04%. Apesar da desaceleração, os preços continuaram subindo na maior parte do país: 31 das 36 cidades monitoradas registraram valorização no mês.
Em 12 meses até setembro, os aluguéis acumularam alta de 9,13%, ante 4,58% do IPCA e 3,34% do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M).
O levantamento acompanha anúncios de apartamentos prontos em 36 cidades brasileiras, incluindo 22 capitais. O indicador considera os preços pedidos para novos contratos de locação, sem incluir os reajustes dos contratos já vigentes.
Preços variam entre as capitais
Em setembro, São Paulo registrou o maior preço médio anunciado para locação residencial entre as capitais, com R$ 65,78 por metro quadrado. Recife apareceu em segundo lugar, com R$ 64,39, seguida por Belém (R$ 62,25), Rio de Janeiro (R$ 61,86) e Florianópolis (R$ 61,81).
No acumulado de 12 meses, Fortaleza liderou a valorização dos aluguéis entre as cidades pesquisadas, com alta de 16,59%. Natal teve o segundo maior avanço, de 16,51%, seguida por Aracaju (15,52%), Rio de Janeiro (14,80%), Vitória (14,22%) e Teresina (13,68%).
Na comparação mensal, além de Goiânia, que registrou alta de 1,15%, destacaram-se Maceió, com aumento de 1,06%, e Florianópolis, com 1,02%.
Brasília apresentou a maior queda mensal, de 0,53%. Também houve recuo em Cuiabá, de 0,19%, e Aracaju, de 0,16%.
Aluguéis sobem mais que imóveis à venda
A alta dos aluguéis supera a valorização dos imóveis residenciais à venda. Segundo o Índice FipeZAP, os preços de venda acumularam aumento de 5,51% em 12 meses até setembro, ante 9,13% dos aluguéis.
A diferença ocorre, em parte, porque os valores de locação podem reagir mais rapidamente às mudanças na oferta e na demanda, enquanto as negociações de compra e venda tendem a envolver processos mais longos.
Os juros elevados e as condições mais restritivas de financiamento imobiliário também podem levar famílias a adiar a compra da casa própria e permanecer no mercado de aluguel. Caso a oferta de imóveis para locação não acompanhe a demanda, os preços podem continuar pressionados.








