A polarização política fez parte da caminhada de Leandro Grass (PT) na Rodoviária do Plano Piloto, na noite desta quarta-feira (14). Enquanto o candidato ao Governo do Distrito Federal percorria o espaço para conversar com a população, pessoas ligadas à campanha de Celina Leão (PP), adversária no segundo turno, também estavam no local. Com a situação, Grass afirmou que o embate entre diferentes posições faz parte da democracia e disse que não tem receio de enfrentar opiniões contrárias nas ruas.
“Isso faz parte da democracia. O jogo é esse. Você encontra pessoas que estão trabalhando para a outra candidatura, mas que também dizem que vão votar em você. E está tudo certo. Ninguém está batendo em ninguém, cada um está fazendo o seu papel. Eu não tenho medo da rua, não tenho medo de conversar com o povo, de estar perto das pessoas e ouvir o que elas têm a dizer”.
O candidato aproveitou a situação para voltar a cobrar a participação de Celina nos debates. Para Leandro, o contato com os eleitores e o confronto de ideias são parte essencial da campanha, porque permitem que a população conheça melhor quem disputa o comando do DF.
“Eu estou na rua, conversando com as pessoas, ouvindo as demandas e apresentando o que a gente quer fazer. A minha adversária parece que vive no mundo dela, só aparece nos programas de televisão que ela quer e não vai aos debates. O eleitor precisa ter a oportunidade de comparar, de saber o que cada candidato pensa e o que cada um pretende fazer pelo Distrito Federal”.
Ainda nesta quarta-feira, entre os compromissos de campanha, Grass se encontrou com Celina Leão. Os dois se cumprimentaram, e o candidato questionou a governadora sobre a participação nos debates eleitorais. Celina respondeu que estava à disposição e afirmou que, no último debate, Grass não teria deixado que ela falasse. Segundo ela, em um próximo encontro, ele deveria permitir essa troca.
“O poder não pode ser cativo”
Durante a conversa, Grass também comentou a discussão sobre o tempo de permanência de políticos em cargos públicos e a possibilidade de mudanças nas regras dos mandatos. Para ele, a função de governar deve ser entendida como um serviço à população, e não como uma posição que pertence a determinado grupo.
“Quem está no poder não está ali para ser servido, está ali para servir ao povo. Se a pessoa faz um bom trabalho, a população pode escolher que ela continue, pode votar nela de novo. Não tem problema. Mas o poder não pode ser cativo. É preciso que exista alternância, que as pessoas possam avaliar o que está sendo feito e decidir se querem continuar com aquele projeto ou se querem mudar”.
Na avaliação do candidato, a possibilidade de rever escolhas é parte do funcionamento democrático e quem decide pautas como o aumento do tempo governando é o congresso nacional.








