Quinta-feira, 15/10/26

UE lidera alta do superávit brasileiro com salto do petróleo, mostra Icomex da FGV

UE lidera alta do superávit brasileiro com salto do petróleo, mostra Icomex da FGV
UE lidera alta do superávit brasileiro com salto do petróleo, – Reprodução

A União Europeia foi o principal vetor da melhora do superávit comercial brasileiro em 2026, ao reverter o resultado bilateral de deficitário para positivo e ampliar as compras do Brasil, segundo o Icomex da FGV, indicador mensal de setembro.

No acumulado de janeiro a setembro, o saldo com o bloco passou de déficit de US$ 1,0 bilhão em 2025 para superávit de US$ 6,1 bilhões em 2026, uma virada de US$ 7,1 bilhões, a maior contribuição entre os principais parceiros para o aumento do saldo total no período.

Em setembro, a participação da UE nas exportações brasileiras avançou de 14,2% para 20,2% em um ano, com alta de 60,1% em valor, explicada por expansão de 42,2% no volume e de 12,6% nos preços. O movimento foi liderado por petróleo, que respondeu por 34,1% da pauta ao bloco e saltou 139,0% em valor.

Também cresceram minério de cobre, com alta de 226,0% e participação de 7,9%, e farelo de soja, com avanço de 69,8% e a mesma participação. O café recuou 6,4% e representou 8,5% das vendas ao mercado europeu. Do lado das importações vindas da UE, houve queda de 8,7% em valor, com recuo de 14,1% no volume e alta de 6,3% nos preços, o que reforçou o saldo.

A FGV pondera que não é possível atribuir o desempenho à entrada em vigor do acordo entre Mercosul e União Europeia, iniciada em maio de 2026.

Para o instituto, a liderança do petróleo está mais associada às restrições às compras europeias da Rússia e aos desdobramentos do conflito no Irã, que seguem pressionando preços e redirecionando demanda por fornecedores fora das áreas de risco

No quadro geral, o superávit da balança comercial somou US$ 7,7 bilhões em setembro e levou o acumulado do ano a US$ 62,4 bilhões, US$ 16,1 bilhões acima de igual intervalo de 2025. No período, a China ampliou seu superávit em US$ 3,8 bilhões e os Estados Unidos reduziram o déficit em US$ 0,5 bilhão, enquanto o superávit com a Argentina diminuiu em US$ 3,0 bilhões.

Em valor, as exportações totais cresceram 12,9% em setembro, enquanto as importações recuaram 2,4%. A pauta segue marcada pelo petróleo. Em setembro, o item liderou as exportações com 18,9% de participação e aumento de 77,3% em valor. No acumulado até setembro, soja e petróleo empataram com 15,1% cada, mas o petróleo avançou 28,6% em valor, ante 14,9% da soja.

T LB

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