Em 2022, as 10,7 milhões de toneladas de lixo eletrônico geradas na Europa continham cerca de 1 milhão de toneladas de matérias-primas como manganês, ouro, cobre e alumínio. Segundo Charytanowicz, esses recursos estão no centro de disputas geopolíticas cada vez mais importantes.
Organizações como o WEEE Forum defendem campanhas de conscientização para explicar por que e como descartar corretamente aparelhos eletrônicos baratos, além de tornar a reciclagem o mais simples possível.
“Mesmo os dispositivos menores valem a pena ser reciclados se contiverem uma placa eletrônica ou bateria”, afirmou Charytanowicz à DW.
Ela acrescenta que regras mais claras e em harmonia na União Europeia, atualmente em discussão, poderiam melhorar a coleta de resíduos eletrônicos. Segundo ela, a diretiva europeia em vigor há mais de duas décadas já não acompanha a realidade atual do mercado.
Ainda assim, a melhor maneira de reduzir o impacto ambiental dos eletrônicos continua sendo prolongar sua vida útil por meio de melhor design e reparo. Afinal, a recuperação e reciclagem de matérias-primas exigem grande consumo de energia.
O lixo eletrônico na saúde digital
Outra fonte crescente de resíduos eletrônicos são os dispositivos digitais de saúde, como sensores para diabéticos e medidores de pressão arterial. Embora estejam transformando os cuidados médicos, muitos desses produtos são projetados para uso descartável.







