Uma em cada quatro conversas nas redes sociais em grupos políticos tem do outro lado da linha um robô. É a constatação de um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Regulamentação da Inteligência Artificial (IRIA) com a plataforma Sentinela Eleitoral/Politetro.
O estudo verificou 33 mil ecossistemas políticos, ou seja, ambientes nas redes sociais que têm discussão política. E constatou que 24% das interações que ali acontecem são feitas com robôs ou neurobots. Ou seja, quem está do outro lado não é uma pessoa de verdade.
Os robôs têm comportamento mais previsível. Respondem com frases feitas como “Lula13” ou “Flávio22” somente. Mas os neurobots, como chama Marcelo Senise, são mais sofisticados: conversam, retrucam, argumentam como se fossem uma pessoa.
E levam o interlocutor a acreditar que aquela argumentação, que compartilham de forma maciça, representam a maioria. Assim, alerta Marcelo Senise: o ambiente de votação, com as urnas eletrônicas, é seguro, mas o ambiente de discussão política, via redes sociais, não é. É o que mostra Rudolfo Lago no JBrNews de hoje.








