O candidato ao Governo do Distrito Federal Leandro Grass (PT) iniciou a semana com uma agenda concentrada em entrevistas, sabatinas e atividades de rua. Nesta segunda-feira (19), a seis dias do segundo turno, o petista voltou a desafiar a adversária Celina Leão (PP) para um debate e colocou a redução das filas da saúde como uma das principais prioridades de um eventual governo.
Durante sabatina promovida pela TMC, pela manhã, Grass aproveitou o espaço para apresentar propostas e elevar o tom contra a adversária. Após a entrevista, ao conversar com jornalistas, afirmou considerar importantes as sabatinas realizadas pelos veículos de comunicação, mas disse preferir o confronto direto entre os candidatos.
“A sabatina é sempre muito importante, as entrevistas são muito importantes, mas eu gosto mesmo é de um bom debate”, declarou. Em seguida, Grass acusou Celina de evitar os encontros entre os dois candidatos e fez um novo convite público. “Celina, vamos debater. Celina, vamos discutir os temas da cidade”, afirmou.
O candidato também voltou a criticar conteúdos divulgados durante a campanha eleitoral. Grass afirmou ter sido alvo de vídeos produzidos com inteligência artificial e de ataques relacionados à própria religião e à fé de sua família. Na mesma fala, fez acusações contra Celina relacionadas a emendas parlamentares destinadas à saúde e cobrou explicações da adversária. As declarações foram feitas pelo candidato e não tiveram comprovação apresentada durante a entrevista.
Saúde como “obsessão”
Questionado sobre qual seria sua primeira medida caso vença o segundo turno e assuma o Palácio do Buriti, Grass apontou a saúde pública como prioridade. Segundo ele, a proposta é promover um mutirão para reduzir a demanda reprimida por consultas, exames e cirurgias.
“Eu não suporto, eu não tolero, eu não me conformo que tenham algumas pessoas que estão um ano, um ano e meio, dois anos esperando para tratar um câncer”, afirmou. O candidato também citou a intenção de ampliar a rede de atendimento, contratar profissionais e reforçar os convênios com as redes privada e filantrópica.
Grass disse ainda que pretende acompanhar de perto os resultados das unidades de saúde e defendeu a criação de mecanismos públicos para monitoramento das filas. “Essa é a minha obsessão como governador”, declarou, ao afirmar que pretende reduzir o tempo de espera por atendimento no DF.
Ao comentar a disputa eleitoral, o petista afirmou que a estratégia para a reta final é buscar eleitores que não escolheram nenhum dos dois candidatos que avançaram ao segundo turno. Grass citou os votos recebidos por outros concorrentes, além de brancos, nulos e abstenções, para defender que existe espaço para crescimento até a votação do próximo domingo (25).
Para o candidato, a campanha nesta etapa deve ultrapassar a polarização ideológica. “Não é mais sobre direita ou sobre esquerda, não é mais se gosta ou não gosta do PT”, afirmou. Grass tenta se apresentar, nesta reta final, como alternativa para os eleitores que desejam mudança no comando do Executivo local.
Agenda nas ruas
A sabatina integra uma agenda extensa do candidato nesta segunda-feira. Grass começou o dia com a gravação de uma entrevista para a TV Globo, às 7h, seguida da gravação de um programa de televisão, às 8h. Depois da participação na TMC, prevista para 10h30, a campanha segue com atividades de contato direto com eleitores.
Às 12h15, está prevista uma panfletagem no Centro de Ensino Médio Setor Leste, na Asa Sul. No período da tarde, o candidato segue para Samambaia, onde participa, às 16h40, de uma caminhada com trio pelo comércio da região. Na sequência, a programação inclui panfletagem no CEM 414, às 17h50, e na Estação Terminal de Samambaia do Metrô, às 18h30.
À noite, Grass participa de uma plenária virtual sobre saúde ao lado de Dayse Amarilio, às 20h. A programação do dia deve terminar às 21h30, com panfletagem no CEUB, na Asa Norte.
Com a votação marcada para domingo (25), a campanha entra nos últimos dias apostando na combinação entre exposição em entrevistas e presença nas ruas. Na sabatina desta segunda, Grass sinalizou que pretende manter a saúde no centro do discurso e continuar pressionando pela realização de um debate direto com Celina Leão antes da abertura das urnas.








