Terça-feira, 20/10/26

Chile registra 110 detidos após protestos no aniversário da revolta social de 2019

Chile registra 110 detidos após protestos no aniversário da revolta social de 2019
Chile registra 110 detidos após protestos no aniversário da revolta – Reprodução

Mais de cem pessoas foram detidas no domingo (18) no Chile durante os protestos que marcaram o aniversário da revolta social de 2019, que desencadeou meses de turbulência e um processo constituinte fracassado, informou o governo nesta segunda-feira.

A manifestação, a primeira sob o governo do presidente de extrema direita José Antonio Kast, ocorreu principalmente no centro de Santiago, onde a polícia dispersou os manifestantes com jatos de água e bombas de gás lacrimogêneo.

Também houve confrontos em outras regiões do país, segundo a imprensa local.

“Foram registrados 110 detidos em todo o país”, quase metade do número do ano anterior, informou o ministro da Segurança, Martín Arrau.

Além disso, 14 policiais e quatro civis ficaram feridos durante os protestos.

“Isso é delinquência pura e simples, é anarquismo, é gerar desordem e instabilidade”, afirmou Arrau.

O presidente sempre criticou a revolta social, movimento ao qual se refere como “revolta criminosa”.

Milhões de chilenos foram às ruas em 2019 para exigir melhorias na saúde, na educação e nas aposentadorias.

A violência se intensificou e resultou na depredação de várias estações de trem, saques a estabelecimentos comerciais e confrontos entre manifestantes e policiais, nos quais morreram 30 civis.

As mobilizações impulsionaram um processo político para elaborar uma nova Constituição, que fracassou após duas propostas serem rejeitadas em plebiscitos.

Segundo um relatório do Ministério Público, entre 18 de outubro de 2019 e 31 de março de 2020, foram registrados mais de 35 mil crimes. Desse total, 34% foram cometidos por agentes do Estado.

T LB

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