Assim como no primeiro turno, mais de 916 mil eleitores brasileiros fora do país seguem aptos para ir às urnas no segundo turno, em 102 países. O número equivale a 0,5% do total de aptos no Brasil, que passa dos 158 milhões.
O total de aptos lá fora para estas eleições é bem maior do que o de 2022, quando havia menos de 800 mil pessoas que podiam votar no exterior. Mesmo com aumento este ano, o índice de abstenção é considerado alto: segundo os dados do TRE do Distrito Federal (responsável pelas urnas fora do Brasil), mais de 500 mil eleitores não foram votar lá fora, o equivalente a 62%. Para se ter uma ideia, aqui no Brasil a abstenção foi de 21%.
Os Estados Unidos têm o maior eleitorado brasileiro no exterior. Por lá, a abstenção foi de 71%. Portugal é o segundo país com mais eleitores brasileiros e a abstenção foi de 61%. O terceiro em número de eleitores do Brasil é o Japão, onde 58% não foram às urnas no primeiro turno.
Além disso, mais de 10 mil que foram votar optaram pelo voto branco ou nulo: foram pouco mais de 3% dos eleitores brasileiros fora do país. Essas pessoas podem votar somente para os cargos de presidente e vice-presidente da República. E neste ano, a Justiça Eleitoral instalou 1.310 seções eleitorais em 146 cidades estrangeiras.
No perfil dos mais de 916 mil eleitores fora do Brasil, 57% são mulheres e 43% homens. E a maior parte tem entre 40 e 44 anos.
A maior parte das seções de votação funciona em consulados e embaixadas brasileiras, mas também podem ser instaladas em hotéis, escolas e outros espaços. Quem vai estar fora do país no domingo, mas vota aqui no Brasil, precisa justificar em qualquer zona eleitoral no exterior ou pelo aplicativo e-Título.








