Quarta-feira, 21/10/26

Número de empresas inadimplentes atinge recorde de 9,3 milhões, diz Serasa Experian

Número de empresas inadimplentes atinge recorde de 9,3 milhões, diz Serasa Experian
Número de empresas inadimplentes atinge recorde de 9,3 milhões, diz – Reprodução

O número de empresas inadimplentes no Brasil atingiu o nível recorde de 9,3 milhões em agosto, mostra levantamento Serasa Experian. O montante representa um crescimento de 14,3% na comparação com igual mês do ano passado, em meio à pressão dos juros restritivos.

Em volume, as dívidas inadimplidas alcançaram R$ 244,4 bilhões, a um total de 68,2 milhões de operações. Em média, cada empresa no vermelho tinha 7,4 contas negativadas, com um passivo médio de R$ 26.355,13 por CNPJ e tíquete médio de R$ 3.583,96.

“A inadimplência empresarial cresce em ritmo menor, mas ainda muito elevado: a variação anual recuou de 28,7% para 14,3%, permanecendo em dois dígitos”, afirma a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack. “O crédito continua caro, o caixa permanece pressionado e o ambiente segue especialmente restritivo para os negócios de menor porte”, explica.

Mais da metade das companhias negativadas (56%) figuram no setor de serviços, enquanto quase um terço (32%) estão no comércio. A indústria respondia por 8% da base total, enquanto o setor primário aparecia com 0,9%. O restante dos segmentos representavam 3,1% da inadimplência empresarial.

No recorte pelo porte das companhias, as micro e pequenas empresas concentravam 8,8 milhões de CNJP inadimplentes. Em média, cada uma delas acumulava 7 contas negativadas, a um dívida média de 23.902,98 e tíquete médio de R$ 3.435,34. Ao todo, são 61,4 milhões de dívidas, a R$ 211 bilhões.

Apesar dos desafios, a demanda PJ por crédito cresceu 11,2% no acumulado de 12 meses e as concessões de capital de giro avançaram 113,9%. “Em um contexto de inadimplência recorde, esse movimento parece estar mais associado à necessidade de financiar o caixa e manter a operação do que à redução do endividamento ou à expansão dos negócios”, analisa Abdelmalack.

Maior economia do País, o Sudeste também era o domicílio da maior parte do volume de empresas no vermelho, sobretudo São Paulo (3,2 milhões), Minas Gerais (927,4 mil) e Rio de Janeiro (879,9 mil). Na sequência, Paraná abrigava 613.012 dos CNPJs negativados e Rio Grande do Sul, 539.319.

Na ponta da origem, 31,7% dos débitos vinham do setor de serviços, seguido de bancos/cartões (19,7%). Mais distante, cooperativas aguardavam o pagamento de 8,5% do passivo empresarial, acompanhado de serviços básicos (6,7%) e Telefonia (6,2%). Em resumo, 75,6% do passivo negativado vem de setores não financeiros.

T LB

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