O lançamento oficial da segunda edição dos Jogos Intercontinentais da Federação Internacional de Motociclismo (FIM) será realizado nesta sexta-feira (23), às 11h, no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia. A capital goiana receberá a competição entre os dias 11 e 13 de dezembro, com representantes de seis uniões continentais e disputas que vão reunir talentos da motovelocidade e do motocross.
A edição de 2026 marcará uma ampliação do torneio, que terá três categorias: Supersport (SSP), Supersport 300 (SSP300) e motocross MX2. A novidade é a inclusão do motocross, que fará sua estreia nos Jogos e permitirá que os títulos sejam disputados entre modalidades de asfalto e off-road.
Inicialmente, o evento estava previsto para janeiro de 2027, no Kuwait. No entanto, o Conselho Administrativo da FIM decidiu transferir a competição para o Brasil e antecipar sua realização diante da instabilidade geopolítica no Oriente Médio, em meio ao conflito entre Estados Unidos e Irã.
Goiânia será palco de disputa internacional de motociclismo
O Autódromo Internacional Ayrton Senna será o centro das atividades dos Jogos Intercontinentais. Com 3,835 quilômetros de extensão e 12 curvas, o circuito combina retas rápidas e setores técnicos. A pista goiana também já recebeu uma etapa brasileira do Mundial de MotoGP em março deste ano. Além disso, houve a troca do asfalto do circuito concluída no fim de setembro, com tempo de cura entre 45 e 60 dias.
A competição reunirá 72 pilotos de 25 países, seis nações a mais do que na edição inaugural, realizada em 2024, em Jerez de la Frontera, na Espanha. Estarão representadas as uniões continentais da África, Ásia, América Latina, América do Norte, Oceania e Europa, atual campeã do torneio.
O formato busca combinar a participação de pilotos experientes com a revelação de novos talentos do motociclismo internacional. Cada união continental poderá selecionar quatro competidores para cada categoria, com a exigência de pelo menos uma mulher por classe.
Pelo regulamento, cada equipe também poderá contar com apenas um piloto especialista que dispute regularmente um campeonato mundial da FIM em 2026. A regra tem exceção para as mulheres, que também poderão competir em campeonatos mundiais. Os demais integrantes deverão ser considerados talentos em ascensão, sem participação regular em competições mundiais nesta temporada.
Programação dos Jogos Intercontinentais
As atividades de pista começam em 11 de dezembro, com treinos livres e sessões de testes. No dia seguinte, serão realizadas as classificações das categorias de motovelocidade e os treinos cronometrados do motocross, além das primeiras corridas válidas pela competição, previstas para a tarde.
O encerramento está marcado para 13 de dezembro. Após um breve aquecimento, os pilotos disputam a segunda corrida, enquanto a categoria MX2 terá também uma terceira prova, decisiva para a definição do resultado no motocross.
As motocicletas das categorias de motovelocidade serão fornecidas pela Yamaha em um formato padronizado, buscando assegurar condições equivalentes aos competidores. No motocross, as motos serão disponibilizadas localmente, de acordo com as marcas e os modelos solicitados pelos pilotos e em conformidade com as regras da FIM.
Brasil lidera delegação latino-americana
A equipe da FIM América Latina já está definida para a competição em Goiânia. Na motovelocidade, o grupo será comandado por Alan Douglas e terá representantes do Brasil, Chile, México e República Dominicana.
Na Supersport 300 (SSP300), os selecionados são os brasileiros Leonardo Barbim e Aymon Bocanegra (brasileiro-peruano), a chilena Isis Carreño, capitã da equipe, e o dominicano Xarly De Oleo.
Na categoria Supersport (SSP), a equipe contará com o brasileiro Humberto Maier, capitão do grupo, o também brasileiro Mario Salles, a mexicana Astrid Madrigal e o chileno Maximilian Scheib.
O time latino-americano de motocross será chefiado por Gaspar Taboada. A formação terá os brasileiros Bernardo Tibúrcio e Luanna Neves, o chileno Benjamin Garib e o boliviano Marco Antezana, que será o capitão da equipe.
FIM aposta na expansão da competição
O presidente da Federação Internacional de Motociclismo, Jorge Viegas, idealizador do conceito dos Jogos Intercontinentais em 2002, demonstrou entusiasmo com a realização da segunda edição no Brasil.
Segundo o dirigente, a estreia em Jerez representou a concretização de um projeto de longa data, mas a intenção da entidade sempre foi ampliar a quantidade de categorias e competidores. Viegas também destacou os valores de justiça, inclusão e união que orientam a proposta do torneio.







