Sexta-feira, 23/10/26

EUA anuncia revogação de vistos de funcionários e personalidades de Colômbia e Bolívia

EUA anuncia revogação de vistos de funcionários e personalidades de Colômbia e Bolívia
EUA anuncia revogação de vistos de funcionários e personalidades de – Reprodução

Os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira (22), a retirada dos vistos de mais de 60 funcionários de alto escalão e personalidades da Colômbia e da Bolívia, supostamente associados a atividades de tráficos de drogas ou corrupção.

Entre os 21 afetados na Colômbia está Ricardo Roa Barragán, ex-presidente da estatal Ecopetrol e ex-gerente da campanha do ex-presidente de esquerda Gustavo Petro que o levou ao poder em 2022.

“O Departamento de Estado amplia hoje sua campanha contra a corrupção e o tráfico de drogas em nossa região”, informou o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, em comunicado. Os líderes da aliança Escudo das Américas, impulsionada pelo presidente americano, Donald Trump, para combater o crime organizado no continente, concordaram em multiplicar seus esforços conjuntos, recordou.

A Colômbia se juntou à essa iniciativa logo após o presidente de direita Abelardo de la Espriella assumir o cargo, em agosto, após derrotar Petro nas últimas eleições.

Além do ex-dirigente de campanha de Petro, estão na lista Yahir Acuña, atual prefeito de Sincelejo, no Caribe colombiano, e o senador eleito Wadith Manzur, que não chegou a tomar posse, porque a Justiça ordenou sua prisão em março.

Na Bolívia, 40 cidadãos ficaram sem visto para entrar ou transitar pelos Estados Unidos, entre eles o juiz Julio Alba Flores e o magistrado Aldo Quezada, ambos de Santa Cruz, assim como vários legisladores e o ex-procurador-geral Juan Lanchipa Ponce.

Também foram afetados Julio César Porras Velarde, procurador coordenador da Unidade de Substâncias Controladas de Santa Cruz, e Rony Suárez Milliet, investigado como parte das apurações internacionais sobre o narcotraficante uruguaio Sebastián Marset.

No fim de setembro, Washington já havia retirado o visto de outros funcionários de alto escalão bolivianos, entre eles o procurador-geral do país, Roger Mariaca, que, pouco depois, foi detido pela polícia.

T LB

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