Sexta-feira, 23/10/26

Polícia Civil faz operação contra consórcio do tráfico em três regiões do DF

Polícia Civil faz operação contra consórcio do tráfico em três regiões do DF
Polícia Civil faz operação contra consórcio do tráfico em três – Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (23), a Operação Consortium para desarticular uma organização criminosa suspeita de comprar drogas em outros estados e distribuí-las a traficantes do Distrito Federal. A ofensiva é conduzida pela 26ª Delegacia de Polícia, em Samambaia Norte, e tem como objetivo aprofundar as investigações sobre a estrutura logística e financeira do grupo.

Durante a operação, os policiais cumpriram 14 mandados de busca e apreensão nas regiões administrativas de Samambaia, Sol Nascente e Taguatinga. Quatro homens apontados como integrantes da organização estão entre os principais alvos da investigação. O caso começou a ser apurado em junho de 2025, quando agentes da 26ª DP prenderam um suspeito de comandar o tráfico nas quadras 621 e 623 de Samambaia. A análise das provas revelou uma rede de fornecedores com atuação fora do DF.

Segundo a investigação, o grupo funcionava como um consórcio: traficantes locais contribuíam financeiramente para a compra e o transporte dos entorpecentes, que eram adquiridos em outros estados e levados ao Distrito Federal por via rodoviária. Chácaras em Samambaia e no Sol Nascente eram utilizadas como pontos de armazenamento. Depois, as drogas eram divididas entre os participantes, responsáveis pela comercialização nas ruas. A polícia também identificou empresas de fachada usadas para movimentar recursos e ocultar valores provenientes do tráfico.

Um dos alvos, registrado formalmente como uma loja de peças automotivas, movimentou R$ 1,3 milhão em apenas dois meses. De acordo com a PCDF, a perícia constatou que o estabelecimento não tinha estrutura física compatível com o volume de negócios declarado. Os investigados poderão responder por tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro, crimes cujas penas somadas podem chegar a 33 anos de prisão. A corporação afirma que a operação busca atingir não apenas a distribuição de entorpecentes, mas também os mecanismos financeiros que sustentam a atividade criminosa.

T LB

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

plugins premium WordPress