Não é pouca coisa. Além de ser o quarto país em número de usuários, o Brasil também é o quarto em contribuições para repositórios públicos — são os “pushes”, quando o programador envia uma alteração de código para a plataforma. Ou seja, o brasileiro não só abre conta: coloca a mão na massa.
A máquina que escreve código
Comprado pela Microsoft em 2018, o GitHub está no centro da explosão da onda da inteligência artificial generativa. Foi lá que, em 2021, estreou o Copilot. Criado por OpenAI e Microsoft, foi a primeira ferramenta de IA aplicada ao desenvolvimento de software em larga escala.
Embora a API do GPT-3, o primeiro produto comercial da OpenAI tenha sido lançado quase um ano antes, foi o Copilot que impulsionou o potencial da nova tecnologia entre a comunidade de programadores. Já o público geral só tomou contato com a IA generativa quando o ChatGPT foi lançado mais de um ano depois do Copilot, em novembro de 2022.
O crescimento brasileiro acontece num momento em que a própria natureza do trabalho no GitHub está mudando. A plataforma ultrapassou 225 milhões de desenvolvedores no mundo e registrou 17,9 bilhões de pushes nos últimos 12 meses — mais do que a soma de 2024 e 2025.
Parte relevante dessa explosão não tem um humano digitando do outro lado. Em setembro, mais de 40% das alterações efetivamente aprovadas e incorporadas a um projeto (os “pull requests”) da plataforma começaram com um rascunho gerado por um agente de IA —110 milhões de solicitações em um único mês.







