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O trabalho investigou os desafios no acompanhamento de pacientes que vivem com HIV e que passaram pelo rastreamento de infecção latente por tuberculose.
Um estudo desenvolvido por estudantes de medicina da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs), instituição vinculada à Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), foi premiado durante o 32º Congresso de Iniciação Científica da Universidade de Brasília e o 23º Congresso de Iniciação Científica do Distrito Federal. A premiação ocorreu nesta quinta-feira (29).
A pesquisa analisou 654 exames realizados na Policlínica II de Ceilândia entre 2023 e 2025, utilizando o teste IGRA — um exame de sangue que identifica a presença da bactéria da tuberculose antes do desenvolvimento da doença ativa.
Segundo os dados apresentados, a proporção de coinfecção TB-HIV no Distrito Federal supera 11%, índice superior à média nacional, que é de aproximadamente 9%. Entre os resultados, o estudo apontou que cerca de 30% dos pacientes com indicação de tratamento preventivo não tiveram o registro de início da terapia em seus prontuários. O levantamento também destacou dificuldades na integração entre sistemas laboratoriais e prontuários eletrônicos, o que pode prejudicar o fluxo de informações clínicas.
Orientada pelo médico infectologista Lino Neves da Silveira, a pesquisa ressalta a importância de aprimorar os registros de saúde para garantir a continuidade do cuidado. Os estudantes destacaram que o teste IGRA representa um avanço em relação ao método anterior, o PPD, por exigir apenas uma coleta de sangue, facilitando a adesão dos pacientes ao diagnóstico.
Os congressos, realizados entre 23 e 25 de setembro, reuniram pesquisadores e estudantes para promover o intercâmbio de conhecimentos e a valorização da produção científica no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
Fonte: Agência Brasília.
Texto: Redação / Correio de Santa Maria.








