Milhares de manifestantes tomaram as ruas de Assunção, capital do Paraguai, para exigir o acesso aos próprios recursos após uma grave crise financeira envolvendo o Ueno, um dos principais bancos digitais do país, que atende cerca de 3 milhões de clientes.
A situação crítica levou à renúncia do presidente do Banco Central do Paraguai, enquanto o Ministério Público determinou a prisão de oito pessoas ligadas à instituição, incluindo integrantes da direção e do grupo controlador.
Impacto nos serviços e negociações
Clientes que buscaram atendimento nas agências encontraram portas fechadas, enquanto aplicativos e cartões pararam de funcionar, afetando inclusive aposentados que recebem benefícios estatais por meio da instituição financeira.
Para conter os desdobramentos, o governo anunciou um acordo com o Legislativo para acelerar a votação de um projeto que autoriza o uso do Fundo de Garantia nacional para realizar pagamentos aos depositantes e assegurar a devolução de recursos públicos retidos.
Entenda o caso
- Onde e quando: Assunção, no Paraguai, com protestos registrados nesta semana após o agravamento da crise bancária.
- Principais informações: Bloqueio de contas de clientes, fechamento de agências, queda no índice de solvência do banco digital e renúncia do chefe do Banco Central.
- Medidas anunciadas: Acordo para acelerar o uso do Fundo de Garantia e determinação de prisão de oito pessoas ligadas à instituição.
- Próximos desdobramentos: Nomeação de auditores pela Superintendência de Bancos para verificar a situação dos ativos do Ueno e investigações criminais em curso.
Texto: Redação / Correio de Santa Maria.








