Dois indígenas e uma mulher quilombola tomaram posse nesta quarta-feira (4) como novos diplomatas no Ministério das Relações Exteriores, em Brasília. A cerimônia oficial ocorreu no Palácio Itamaraty e integrou a posse de 60 novos profissionais aprovados no concurso mais recente da chancelaria.
Pela primeira vez, o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata reservou vagas específicas para candidatos indígenas e quilombolas. Do total de empossados, 27 integram grupos historicamente sub-representados, incluindo 17 pessoas negras, sete com deficiência, dois indígenas e uma quilombola.
Curso de formação e perfil da turma
Antes de assumirem postos no exterior, os novos diplomatas participam de um curso de formação no Instituto Rio Branco. A turma atual também registrou a maior participação proporcional feminina da história da instituição, com 45% de mulheres, além de contar com representantes de todas as cinco regiões do país.
O grupo de novos diplomatas inclui profissionais de diferentes formações acadêmicas e trajetórias. Entre os aprovados nas vagas específicas estão representantes dos povos Kariri e ministro dos Povos Indígenas, além da primeira diplomata quilombola do país, formada em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Goiás.
O que você precisa saber
- Quem pode acessar: A carreira diplomática exige aprovação em concurso público de nível superior, que passou a contar com cotas para minorias.
- Onde e quando: A posse ocorreu no Palácio Itamaraty, em Brasília, com início da formação no Instituto Rio Branco.
- Como participar: O ingresso na carreira ocorre mediante aprovação no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata, realizado periodicamente.
- Documentos ou requisitos: Diploma de nível superior em qualquer área de formação reconhecida pelo Ministério da Educação.
Texto: Redação / Correio de Santa Maria.








